terça-feira, 19 de maio de 2026

NASA pode encontrar planetas “irmãos gêmeos” da Terra com este telescópio

NASA pode encontrar planetas “irmãos gêmeos” da Terra com este telescópio
Danielle Cassita

NASA pode encontrar planetas “irmãos gêmeos” da Terra com este telescópio

A busca por planetas parecidos com a Terra
pode receber um novo aliado. Trata-se do Habitable Worlds Observatory (Observatório de Mundos Habitáveis, em tradução literal), um telescópio que ainda está na fase inicial do planejamento e ainda deve levar anos até ser lançado. Mesmo assim, os astrônomos já estão bastante animados com seu potencial.

O observatório foi proposto primeiro na Pesquisa de Década sobre Astronomia e Astrofísica 2020, da Academia Nacional de Ciências. Trata-se de um planejamento que determina os objetivos mais importantes para a comunidade astronômica nos próximos dez anos.

A ideia é que, diferentemente do James Webb, o Habitable Worlds Observatory (ou apenas HWO, na sigla em inglês) observe a luz visível e infravermelha, procurando e caracterizando exoplanetas habitáveis. Ele ficaria no Ponto de Lagrange
2, uma área de estabilidade gravitacional a 1,5 milhões de quilômetros da Terra que é também o lar do Webb.


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Mas, ao contrário deste e de outros telescópios espaciais, o HWO seria projetado para poder receber manutenções robóticas no futuro. Desta forma, sua missão poderia ser estendida, e os custos seriam reduzidos.

Vida fora da Terra

Talvez você esteja se perguntando como este observatório vai ajudar nos estudos de exoplanetas e até na possibilidade de existir vida em outros mundos. Para a tarefa, o HWO vai contar não apenas com espelhos e um coronógrafo (dispositivo que bloqueia a luz da estrela), mas também com um espectrógrafo.

O instrumento vai separar a luz em um espectro, permitindo que os cientistas o analisem em busca de possíveis sinais que podem ou não estar relacionados compostos na atmosferas
dos planetas — entre tais compostos, estão os biomarcadores, que podem indicar a presença de algum ser vivo.

A presença do oxigênio, por exemplo, pode ser um biomarcador. Mas muita calma nessa hora: Eliza Kempton, astrônoma da Universidade de Maryland, explica que “dá para produzir oxigênio em uma atmosfera em grandes quantidades mesmo se não houver vida presente, apenas química básica”.

Segundo a NASA, o HWO promete estudar o universo com sensibilidade e resolução sem precedentes, oferecendo novas informações também sobre as estruturas cósmicas
. Entretanto, ainda deve levar tempo até tudo isso se tornar realidade: se o projeto receber os US$ 11 bilhões propostos, é provável que seja lançado somente no fim da década de 2030 ou de 2040.

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