segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Google muda informações sobre modo anônimo do Chrome após processo

Google muda informações sobre modo anônimo do Chrome após processo
Felipe Demartini

Google muda informações sobre modo anônimo do Chrome após processo

O Google
está alterando as informações exibidas quando o usuário aciona o modo anônimo do Chrome
, buscando mais clareza sobre questões de privacidade. Após sofrer processo na justiça americana, a empresa afirma agora que, mesmo durante a utilização da opção, dados podem ser coletados por sites e serviços acessados.

As novas informações apareceram na versão Canary do Chrome
, como é chamada a Beta do navegador. A nova descrição, que pode ser lida antes de se acessar qualquer página
, traz uma linha adicional para indicar que o modo é sim mais privado que a navegação normal, mas não impede a coleta de informações por serviços online, incluindo aqueles do próprio Google.

Foi justamente a ausência desse “pequeno” detalhe que motivou a ação de classe iniciado em 2020
contra a gigante. Após se defender afirmando deixar claro a coleta de dados por sites, provedores de internet e administradores de redes internas, a companhia chegou a um acordo no valor de US$ 5 bilhões
, anunciado no final de dezembro.


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Quem usa a versão Canary do Chrome no português brasileiro, porém, ainda vê o novo alerta em inglês. Afinal de contas, se trata de uma versão prévia da próxima atualização do navegador, que ainda não tem data para chegar e é liberada aos que optam por participar da Beta do software
e terem acesso antecipado a recursos em caráter de teste.

Coleta de dados em modo anônimo do Chrome

No processo movido na justiça americana, o Google foi acusado de lucrar com os dados coletados no modo anônimo do Chrome. A ideia era que, ainda que a navegação fosse mais privativa, soluções de publicidade e análise de tráfego da empresa seguiam coletando as informações dos usuários, com a descrição original sendo ainda menos clara sobre o assunto.

Ainda, pesquisas apresentadas nos tribunais indicaram que as informações, se cruzadas com as de navegação normal, também poderiam levar a uma identificação direta dos usuários. Diante de tudo isso, o Google foi acusado de violar leis federais de privacidade, o que levou à imposição de US$ 5 bilhões em danos morais coletivos.

O acordo apresentado pela companhia no final do ano ainda não foi aceito oficialmente pela justiça, com uma aprovação final prevista para vir somente em fevereiro. O Google, porém, já está se adiantando, já que a falta de clareza nas informações fornecidas foi uma das peças centrais de toda a questão.

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