sexta-feira, 5 de junho de 2026

EUA quer banir venda do antivírus Kaspersky no país

EUA quer banir venda do antivírus Kaspersky no país
André Lourenti Magalhães

EUA quer banir venda do antivírus Kaspersky no país

O governo dos Estados Unidos revelou a intenção de barrar a venda dos softwares da Kaspersky
no país, sob acusação de envolvimento da empresa com o governo da Rússia. Em conversa com a imprensa local, a Secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, disse que a influência do Kremlin sobre a empresa mostraria “um risco significativo”.

Uma fonte ouvida pela agência Reuters diz que o antivírus poderia roubar informações sensíveis de computadores da população estadunidense, visto que o app tem acesso privilegiado ao sistema de cada dispositivo — isso seria encarado como um risco à segurança nacional e foi um dos motivos que impulsionou o veto ao app.

A punição vai banir downloads, atualizações, vendas e licenças comerciais do antivírus no país a partir do dia 29 de setembro (ou seja, daqui a 100 dias) para que todas as pessoas e empresas tenham tempo de buscar alternativas. Ainda não há confirmação de quais produtos foram afetados, mas é provável que inclua o antivírus, o serviço de VPN
e o gerenciador de senhas da empresa.


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A Secretária de Comércio também revelou que algumas partes da empresa serão adicionadas a uma lista de restrições de negócios, segundo a Reuters, o que também pode afetar os lucros da Kaspersky em outros países.

Confusão de longa data

Os problemas da Kaspersky com o governo dos EUA existem há muito tempo: em 2017, a companhia foi acusada de vazar dados da Agência Nacional de Segurança (NSA) do país ao governo russo. A empresa confirmou que teve acesso às informações, mas negou que tenha roubado o conteúdo.

Outra polêmica surgiu cinco anos depois, em 2022, quando a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA acusou a Kaspersky de espionagem
e adicionou a empresa a uma lista de entidades que apresentam riscos à segurança nacional da Terra do Tio Sam. Novamente, a empresa negou as acusações.

Além disso, a companhia de cibersegurana também foi acusada de espionagem pelo Escritório Federal de Segurança da Informação (BSI) da Alemanha, que recomendou que as pessoas desinstalassem o antivírus
de seus respectivos computadores por conta das ligações com a Rússia.

Até o momento, a Kaspersky não se pronunciou sobre a nova medida do governo dos EUA.

Leia a matéria no Canaltech
.

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