segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Doce de leite produzido por agroindústria familiar de Bonito recebe certificação do Selo Arte

Doce de leite produzido por agroindústria familiar de Bonito recebe certificação do Selo Arte

  • Publicado em 23 fev 2026

    por Marcelo Armôa, Assessoria de Comunicação da Semadesc •

  • Cinco variedades de doce de leite produzidas pela Agroindústria Pé da Serra, localizada no Assentamento Santa Lúcia, em Bonito, contam agora com o Selo Arte, certificação que permite a comercialização dos produtos em todo o território nacional. A entrega dos certificados foi realizada na manhã desta segunda-feira (23) pelo secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), pelo secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta e pelo coordenador de Pecuária, Marivaldo Miranda.

    O Selo Arte é concedido ao produto, e não ao estabelecimento. Ele assegura que alimentos artesanais de origem animal, mesmo inspecionados apenas pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), possam ser comercializados em todo o país, desde que atendam aos padrões sanitários e de qualidade exigidos. Criada em novembro de 2019, a certificação preserva a identidade e a história do produto artesanal, além de garantir a procedência da matéria-prima. Em Mato Grosso do Sul, a Semadesc é o órgão responsável pela certificação. Até o momento, 25 produtos já receberam o selo, entre eles linguiça de Maracaju, torresmo, linguiça toscana, linguiça suína, pernil em cubos, banha, manteiga ghee, queijo meia cura e doce de leite.

    Na Agroindústria Pé da Serra, os certificados contemplam cinco variações de doce de leite: o tradicional (escuro e claro), além das versões com jeracatiá, guavira e umbu e frutas típicas da região. A proprietária, produtora Noêmia Nogueira dos Santos, de 58 anos, relatou a trajetória até a conquista do selo. “Comecei a produzir leite há cerca de 15 anos. No início, caminhávamos sem orientação e sem saber como conseguir colocar o produto no mercado. Procuramos apoio de entidades em Bonito, especialmente a Iagro e o Senar, e hoje conquistamos o Selo Arte. É uma gratidão muito grande”, afirmou. Segundo ela, a produção atual gira entre 60 e 70 potes por dia, comercializados até então apenas em Bonito. “Agora quero vender para fora e, com esse selo, vou conseguir”, destacou.

    A propriedade possui 16 hectares, divididos entre fruticultura e atividade leiteira. Atualmente, a família trabalha com 20 vacas em lactação, produzindo cerca de 100 litros de leite por dia. “Trabalhamos eu e meus dois filhos. É uma empresa totalmente familiar. Queremos melhorar o plantel, investir em qualidade e aumentar a produção”, explicou Noêmia, que também fabrica geleias regionais como acerola com pimenta, jabuticaba, manga e combinações com frutas do Cerrado.

    O secretário Jaime Verruck ressaltou a importância do esforço conjunto entre poder público e produtor. “Sabemos do dia a dia de trabalho e é um orgulho poder contribuir. O processo é demorado, começa lá atrás, mas quando encontramos pessoas que acreditam no projeto e uma equipe comprometida, os resultados aparecem. Os méritos são todos seus. Nós, do setor público, temos a obrigação de apoiar. Sucesso e continue contando com nossa equipe para avançar ainda mais”, afirmou.

    “Com essa habilitação, a Agroindústria Pé da Serra passa a integrar o grupo de empreendimentos sul-mato-grossenses aptos a levar produtos artesanais de origem animal para além das fronteiras estaduais, agregando valor à produção familiar e fortalecendo a economia regional”, comentou o secretário-executivo, Rogério Beretta.

    O processo de certificação contou com acompanhamento técnico do Senar/MS. A especialista em certificação do Selo Arte, Emylia Gabriella, explicou que o trabalho com a produtora começou há cerca de três anos. “A formalização teve início por demanda da Vigilância Sanitária. Primeiro regularizamos pelo consórcio de inspeção e, depois, protocolamos o pedido do Selo Arte. Fizemos adequações estruturais, ajustes de fluxo e análises dos produtos, sempre com orientação da Iagro. Após dois anos de trabalho, conseguimos a certificação”, afirmou.

    Marcelo Armôa, Semadesc
    Fotos: Mairinco de Pauda, Semadesc

    Categorias :

    Agricultura Familiar, SELO ARTE

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    Fonte: Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEMADESC