sábado, 13 de junho de 2026

Círculo de fogo deve se formar no Oceano Atlântico

Círculo de fogo deve se formar no Oceano Atlântico
Fidel Forato

Círculo de fogo deve se formar no Oceano Atlântico

O planeta Terra não é imutável, já que o lento movimento das placas tectônicas pode redesenhar a superfície. Inclusive, geólogos de Portugal e da Alemanha preveem que um círculo de fogo, também conhecido como anel de fogo, pode se formar no Oceano Atlântico.

No presente, é conhecido o círculo de fogo do Pacífico
, localizado no oceano que leva o mesmo nome. Esta região conta com a maior parte dos vulcões ativos do mundo, com erupções, e têm recorrentes episódios abalos sísmicos (terremotos), provocando instabilidades nos países próximos.

Agora, se a previsão dos pesquisadores sobre a formação do círculo de fogo do Atlântico demonstrar ser real, como aponta o estudo publicado na revista científica Geology
, a região ficará completamente diferente no futuro. No entanto, isso só deve acontecer daqui a 20 milhões de anos.


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Oceanos estão em transformação

A formação do círculo de fogo está relacionado com a “morte” do Oceano Atlântico. Da mesma forma que animais e plantas, os oceanos também nascem, crescem e, um dia, morrem — acabam “fechados”. A questão é que a duração da vida dos mares é muito mais longa que a de qualquer espécie conhecida.

No caso do Atlântico, ele nasceu quando o supercontinente Pangeia se dividiu, há cerca de 180 milhões de anos, e ainda vive o seu auge. Por outro lado, o Mar Mediterrâneo é o que resta de um grande oceano, conhecido como Tétis, que existiu entre a África e a Eurásia.

Círculo de fogo no Atlântico

No estudo, os pesquisadores da Universidade de Lisboa e da Universidade de Mainz explicam que para o Oceano Atlântico começar a sua fase de declínio é preciso que ocorra a formação de novas zonas de subducção no seu interior.

Basicamente, é a criação de áreas em que duas placas tectónicas convergem (aproximam-se e colidem), fazendo que uma mergulhe sob a outra
.

A formação de novas zonas de subducção é um processo bastante complexo e até raro. No caso deste oceano, a hipótese defendida pelos geólogos é que zonas de subducção vão migrar de um oceano que está no final da vida (no caso, o Mediterrâneo) para o Atlântico, que está no auge da vida geológica.

Através de um modelo computacional, os pesquisadores demonstram como esse processo pode ocorrer. Para ser mais preciso, a ideia é que a zona de subducção localizada no Estreito de Gibraltar irá se propagar para o interior do Atlântico e, com isso, vai contribuir para a formação de um sistema de subdução neste oceano. Em outras palavras, permitirá a formação do círculo de fogo do Atlântico.

A seguir, veja uma animação que explica como esta zona de subducção vai chegar ao Oceano Atlântico:

Vale mencionar que o Estreito de Gibraltar
, localizado em uma zona de subducção entre a Espanha e o Marrocos, é o ponto de encontro entre duas placas tectônicas: a placa euro-asiática e a placa africana. Se ela realmente migrar para o Atlântico, isso marcará o início de seu fim, ou seja, do seu fechamento nos próximos milhões de anos.

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.

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