quinta-feira, 2 de julho de 2026

Chocolate de insulina será testado para novo tratamento do diabetes

Chocolate de insulina será testado para novo tratamento do diabetes
Fidel Forato

Chocolate de insulina será testado para novo tratamento do diabetes

É difícil imaginar que o controle do diabetes possa ser feito através do consumo diário de chocolate, mas é exatamente isso que propõem pesquisadores da Austrália e da Noruega. A equipe internacional desenvolveu uma barra de chocolate sem açúcar e com nanopartículas de insulina. Em animais, a estratégia demonstrou ser segura e eficaz.

O uso desta insulina já foi testado, com sucesso, em nematóides (vermes), camundongos e ratos — os roedores tinham diabetes. Mais recentemente, foi avaliado em babuínos saudáveis, como descreve o estudo publicado na revista Nature Nanotechnology
.

O próximo passo é testar o controle do diabetes
com barras de chocolates em humanos, o que deve acontecer até 2025. Segundo os cientistas da Universidade de Tromsø (UiT) e da Universidade de Sidney, o novo remédio pode estar pronto em 2 ou 3 anos. Além da barra, o comprimido na fórmula mais tradicional também poderá ser avaliado.


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Chocolate de insulina para diabetes

Para Peter McCourt, cientista e professor da UiT, a ingestão de chocolate ou de comprimidos de insulina (por via oral) é uma estratégia bastante promissora. Inclusive, as partículas de prata são tão pequenas que não é possível visualizá-las.

“Esta forma de administrar insulina é mais precisa, porque entrega a insulina diretamente ao fígado, onde é utilizada. Considerando que quando você toma insulina com uma seringa, ela se espalha por todo o corpo, onde pode causar efeitos colaterais indesejados”, afirma McCourt, em nota.

Embora o uso de um remédio oral para a insulina seja mais vantajoso, a ciência, até então, tem dificuldade em criar um composto que não seja dissolvido no estômago — antes de chegar ao fígado.

Aqui, a ideia foi envolver a insulina em pequenas cápsulas de prata, o que tem impedido o hormônio de ser decomposto pelo ácido estomacal e pelas enzimas do sistema digestivo. Isso permite que chegue ao local desejado, ao menos nos testes com animais.

Controle do nível de açúcar

Outro ponto positivo é que a cápsula protetora da insulina só é decomposto por enzimas liberadas quando os níveis de açúcar estão altos no sangue
. Quando o açúcar está baixo, o hormônio não é liberado, o que reduz os casos de hipoglicemia.

Agora, é preciso seguir com os testes, mas os pesquisadores apostam que o chocolate de insulina pode ser uma estratégia promissora no combate do diabetes. Em tese, 75 dos 425 milhões dos diabéticos do mundo poderão se beneficiar do novo tratamento.

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.

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