sábado, 5 de abril de 2025

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Casos de dengue, zika e chikungunya aumentam com o calor

Fidel Forato

Casos de dengue, zika e chikungunya aumentam com o calor

Os mosquitos são os principais transmissores das arboviroses, incluindo dengue, zika e chikungunya. Para se procriar, esses insetos, como o Aedes aegypti,
preferem climas quentes e aproveitam as poças d’água para colocar os ovos. Com as altas temperaturas e as chuvas torrenciais registradas este ano no Brasil, os casos dessas doenças aumentaram significativamente, segundo dados do Ministério da Saúde.

No caso brasileiro, o calor anormal é provocado pela junção dos efeitos das mudanças climáticas e do fenômeno El Niño. Essa conjunção contribuiu para a ocorrência de ondas de calor em pleno inverno, por exemplo.

Nesse contexto de elevação das temperaturas médias, o aumento dos casos de dengue e de outras arboviroses não é exclusividade do Brasil. Dados indicam para ocorrência de casos atípicos em outros países da América do Sul, como a Argentina, e até na Europa
— no velho mundo, registros dessas doenças eram mais raros.


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Casos de dengue aumentam

Segundo o Ministério da Saúde, no final de outubro, o Brasil já tinha registrado mais de 1,6 milhão de casos de dengue. Quando esses números são comparados com o mesmo período de 2002, é possível observar um aumento de 21,4%.

A seguir, confira a distribuição de casos de dengue entre as regiões do país, em ordem decrescente:

  1. Sudeste:
    notificação de cerca de 893 mil casos;
  2. Sul:
    383 mil casos;
  3. Centro-Oeste:
    245 mil casos;
  4. Nordeste:
    103 mil casos;
  5. Norte:
    32 mil casos.

Em relação aos óbitos, foram 1.035 casos fatais da dengue confirmados no país. Durante todo o ano passado, foram 1.053. Além disso, foram identificados 7 mil casos de zika e 141,6 mil quadros de chikungunya.

Volta do sorotipo 3

Outro ponto que merece destaque na situação epidemiológica brasileira é o retorno do sorotipo 3 do vírus da dengue (DENV-3). Em maio deste ano, cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertaram para casos desse tipo em Roraima e no Paraná
.

Agora, foram confirmados pelo menos três casos no interior do estado de São Paulo, em Votuporanga. Na cidade, a primeira vítima foi uma mulher de 34 anos, que apresentava sintomas graves de dengue. Além de febre, vômito e dor, ela também relatou sangramentos do nariz e sangue na urina. Nenhum óbito foi confirmado até o momento.

Vale explicar que, quando uma pessoa é infectada por um dos quatro sorotipos mais comuns da dengue, ela desenvolve imunidade contra o tipo específico. Porém desde 2005, não são identificadas epidemias provocadas pelo sorotipo 3 no Brasil, então, a imunidade da população em geral está baixa. O retorno representa o risco de novos surtos.

Onde a água acumula?

Para evitar casos de dengue, a principal estratégia é impedir o acúmulo de poças d’água, o que pode ser feito com a limpeza rotineira de quintais e áreas abertas. Segundo o Painel de Monitoramento de Arboviroses da Saúde, atualizado pela última vez em outubro, os principais criadouros do inseto no país são:

  • Depósitos de armazenamento de água para consumo, como caixas d’água e tambores, que representam 39,6% dos locais identificados com foco de larvas do mosquito da dengue;
  • Vasos, garrafas, calhas, lajes e bromélias (depósitos naturais) são responsáveis por 36,45% dos criadouros;
  • Pneus e resíduos passíveis de remoção representam 23,95% dos criadouros.

Se o cenário não mudar, especialistas da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) estimam que o surto de dengue no Brasil deve piorar em 2024
.

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.

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