domingo, 25 de janeiro de 2026

Bizarro robô com réplica de pele humana sorri em vídeo

Bizarro robô com réplica de pele humana sorri em vídeo
Nathan Vieira

Bizarro robô com réplica de pele humana sorri em vídeo

Vai um robô bizarro e sorridente? Um novo estudo produzido por cientistas do Japão e disponibilizado na revista Cell Reports Physical Science
na última terça (25) mostra a réplica da pele humana
em um protótipo que pode gerar expressões faciais — como franzir a testa e sorrir. O resultado, você confere no vídeo a seguir.

No artigo, o grupo descreve a descoberta de uma nova maneira de anexar tecido de pele humana cultivado em laboratório aos rostos dos robôs humanóides
.

“Ao imitar estruturas ligamentares da pele humana e ao usar perfurações feitas especialmente em materiais sólidos, encontramos uma maneira de unir a pele a estruturas complexas. A flexibilidade natural da pele e o forte método de adesão significam que a pele pode se mover com os componentes mecânicos do robô sem rasgar ou descascar”, diz a equipe.


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Pelo que os cientistas dizem no artigo, a pele artificial pode ser fixada a praticamente qualquer superfície, mantendo a liberdade de movimento e flexibilidade.

Além de descobrir como fazer a pele se mover, os pesquisadores também tiveram maior perspectiva sobre como obter um acabamento de aparência mais humana na pele cultivada em laboratório. É como um passo mais perto de robôs realistas (mas calma! Ainda tem chão até que a ciência consiga chegar em um ponto satisfatório).

Robô com pele “humana”

Os pesquisadores descrevem que o estudo rendeu novos desafios, como a necessidade de rugas superficiais e uma epiderme mais espessa para obter uma aparência mais humana.

Eles também defendem que a criação de uma pele mais espessa e realista pode ser alcançada incorporando “glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, poros, vasos sanguíneos, gordura e nervos”.

Mas se você ainda está se perguntando qual o objetivo disso tudo, a equipe responde: a pesquisa tem como objetivo abrir portas para futuras técnicas de cuidados com a pele e cirurgia plástica.

A ideia é aprimorar o material até que essa pele possa ser sensível a coisas como o calor. Já faz um tempo que a ciência vem buscando uma forma de desenvolver peles artificiais que podem ter impactos positivos para a humanidade, como o auxílio na cicatrização de feridas
.

“Para empregar equivalentes de pele como materiais de cobertura para robôs, é necessário um método seguro para fixá-los à estrutura. Cobrimos um molde facial 3D com estrutura de superfície complexa com equivalente de pele e construímos uma face robótica capaz de expressar sorrisos, contribuindo potencialmente para avanços na robótica biohíbrida”, conclui o estudo protagonizado pelo bizarro (e sorridente!) robô.

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