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Auroras são vistas na Europa e até na Argentina após tempestade solar gigantesca

Durval Ramos

Auroras são vistas na Europa e até na Argentina após tempestade solar gigantesca

A maior tempestade solar em quase 20 anos
transformou os céus de diferentes partes do mundo na madrugada de sexta-feira (10) para sábado (11). O fenômeno fez com que auroras boreais
fossem vistas em boa parte da Europa e Estados Unidos e resultou até mesmo no avistamento das raras auroras austrais, quando as luzes oscilantes iluminam o firmamento no hemisfério sul.

Registros da aurora austral foram feitos na Argentina e no Chile, nas regiões mais ao sul do continente, como na Patagônia chilena e na cidade de Ushuaia, no território da Terra do Fogo. O evento é considerado raríssimo e só foi possível de ser visualizado em áreas mais próximas do pólo sul do planeta.

Ainda assim, o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina comemorou o fenômeno, descrevendo-o como um caso histórico. “Este é o primeiro registro de auroras tão ao norte da Antártida”, comenta o órgão em uma publicação na rede social X (antigo Twitter
).

Já na Europa, as auroras boreais foram avistadas em quase todo o continente, principalmente em países mais ao norte do globo. Moradores do Reino Unido, Hungria, Suíça e até mesmo de Portugal conseguiram ver o fenômeno no céu noturno ao longo desta madrugada. De acordo com o site MetSul, as luzes puderam ser observadas até mesmo ao sul da Itália, próximo ao Mar Mediterrâneo.

O que são as auroras?

As auroras são um fenômeno óptico que surge no céu noturno quase como uma espécie de cortina luminosa que acompanha o campo magnético da Terra e, por isso mesmo, são mais comuns nas regiões mais próximos aos pólos norte (auroras boreais) e sul (auroras austrais) do planeta.

Esse espetáculo colorido surge da interação entre as partículas carregadas vindas do Sol com as moléculas da atmosfera terrestre. A coloração avermelhada registrada em boa parte das auroras austrais desta noite, por exemplo, é resultado do contato das cargas solares com o oxigênio em altas altitudes. No entanto, a coloração pode mudar de acordo com os gases e a própria altitude desses elementos.

As auroras deste final de semana são resultado da grande tempestade solar que já tinha sido detectada há alguns dias. Considerada a maior dos últimos 19 anos, isso explica como até mesmo regiões em que o fenômeno visual não é tão comum, como o hemisfério Sul.

Durante os últimos dias, a mancha solar gigante AR3664 disparou várias erupções que produziram ejeções de massa coronal (CME), isto é, nuvens imensas de partículas carregadas viajando em alta velocidade em direção ao espaço. De acordo com o instituto MetSul, essa mancha atingiu cerca de 200 mil quilômetros de largura — mais de 15 vezes o diâmetro da Terra.

E foram essas partículas que originaram as auroras. No total, foram seis CMEs lançadas em direção à Terra pela mancha AR3664 e a tempestade atual foi causada pela primeira delas. Portanto, outras devem acontecer ainda neste fim de semana.

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