terça-feira, 16 de junho de 2026

Ambiente familiar pode ter influência no risco de alcoolismo

Ambiente familiar pode ter influência no risco de alcoolismo
Nathan Vieira

Ambiente familiar pode ter influência no risco de alcoolismo

O alcoolismo tem sido utilizado como objeto de estudo por parte de especialistas de diversas áreas, e algumas dessas pesquisas revelam que o ambiente familiar pode aumentar o risco de uma pessoa cair nesse vício. Em dezembro, por exemplo, vimos a possibilidade da influência genética
.

Na ocasião, os cientistas da Penn State College of Medicine revelaram que 2.468 variantes genéticas estão ligadas ao alcoolismo e ao tabagismo. E para ser mais específico, a equipe encontrou 849 variantes ligadas à quantidade de álcool que uma pessoa bebe por semana.

O que acontece é que o consumo de álcool está ligado a um gene chamado ECE2, envolvido no processamento da molécula neurotensina, que regula a sinalização de dopamina (um dos neurotransmissores
, ou seja: a química do cérebro).


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Já um estudo disponibilizado pela HHS Public Access
aponta que algumas das características que esses genes influenciam (como a forma como o corpo processa o álcool) pode exercer um papel no risco de alcoolismo.

Se o metabolismo do álcool estiver prejudicado, beber pode ser fisicamente desagradável, causando náuseas e dores de cabeça. Ter esta característica reduz o risco de alguém ter transtorno por uso de álcool, já que é menos provável que beba muito ou sequer comece a beber.

Ambiente familiar e alcoolismo

No entanto, também é importante levantar o alerta de que nem tudo é genética: um estudo publicado no periódico The American Journal of Psychiatry
afirma que se alguém é criado em uma família onde beber excessivamente é normal e tem associações positivas com o álcool, é mais provável que experimente.

A exposição a traumas infantis também aumenta o risco de uma pessoa ficar viciada no álcool. Uma teoria apresentada na revista Alcohol Research Current Reviews
é que o trauma no início da vida aumenta a resposta do cérebro ao estresse, e como o álcool é frequentemente usado para lidar com a situação, sentir mais estresse pode levar as pessoas a beber mais.

Além do ambiente familiar e da genética, a idade em que alguém começa a beber também parece fazer a diferença no risco, de modo que 16% das pessoas que experimentam álcool pela primeira vez entre as idades de 11 e 12 anos desenvolveram dependência, em comparação com apenas 1% das que começam a beber aos 19 anos.

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