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Adobe explica termos de uso após polêmica com atualização

Guilherme Haas

Adobe explica termos de uso após polêmica com atualização

Após receber uma série de críticas devido à atualização dos termos de uso de seus produtos, a Adobe
soltou uma nota de explicação, nesta quinta-feira (6), para reafirmar que não usa os conteúdos dos usuários para treinar seus modelos de IA e que não assume qualquer propriedade sobre o trabalho das pessoas.

A necessidade de resposta surgiu após usuários questionarem uma notificação enviada pelo Adobe Creative Cloud, que informava sobre a possibilidade de a empresa acessar conteúdos criados em seus aplicativos, como Photoshop e Premiere, através de “métodos manuais e automatizados”.

Muitas pessoas interpretaram que seus trabalhos poderiam ser utilizados para treinar modelos de inteligência artificial (IA), o que gerou uma preocupação generalizada sobre privacidade e direitos autorais
.


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Explicações sobre a notificação

A notificação destacava uma seção específica dos termos da Adobe que afirma que que “os sistemas automatizados podem analisar os conteúdos usando técnicas como aprendizado de máquina para melhorar os serviços e a experiência do usuário”. O trecho causou confusão entre os criadores, que temiam que seus materiais poderiam ser explorados para o treinamento de modelos de IA.

Em resposta à repercussão negativa, a Adobe publicou um nota no seu blog
oficial. A empresa afirmou categoricamente que “não treina seus modelos de IA generativa Firefly com conteúdo dos usuários” e que “nunca assumirá a propriedade do trabalho de um cliente”. Segundo a Adobe, os modelos Firefly são treinados exclusivamente com conteúdos licenciados, como os disponíveis no Adobe Stock, e materiais de domínio público.

A publicação explicou ainda que a atualização nos termos visava elucidar os processos de moderação de conteúdo, especialmente devido ao crescimento da IA generativa. A Adobe reforçou que essa política não é nova e que as mudanças foram feitas para explicitar o uso de revisões manuais para detectar e moderar conteúdos ilegais — como material de abuso infantil ou prática de atividades abusivas, como spam
e phishing
.

Apesar da explicação da Adobe, a reação dos usuários reflete uma crescente desconfiança dos criadores de conteúdo em relação ao uso de suas obras para treinar modelos de IA. Nos últimos meses, várias discussões têm emergido sobre o uso sem consentimento de trabalhos criativos para treinar IAs com imagens, textos e outros materiais disponíveis na web.

Artistas, escritores e outros profissionais têm expressado preocupação com a falta de controle sobre como suas criações são utilizadas e com a possibilidade de suas obras serem exploradas para fins que não autorizaram. Essa situação tem gerado debates intensos sobre os direitos dos criadores e a necessidade de regulamentação do setor de inteligência artificial.

Leia a matéria no Canaltech
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