quarta-feira, 8 de julho de 2026

1º paciente com chip da Neuralink controla mouse pelo pensamento

1º paciente com chip da Neuralink controla mouse pelo pensamento
Fidel Forato

1º paciente com chip da Neuralink controla mouse pelo pensamento

Na noite de segunda-feira (19), o fundador da Neuralink e bilionário, Elon Musk
, anunciou os resultados preliminares do primeiro paciente com paralisia a conviver com um chip da startup
no cérebro. O indivíduo está bem e consegue controlar o mouse através dos pensamentos, após a cirurgia de implante.

“O progresso é bom e o paciente parece ter se recuperado totalmente, sem quaisquer efeitos nocivos que tenhamos conhecimento”, afirmou Elon Musk, durante um evento no Spaces do X. O fundador da Neuralink também disse que “o paciente é capaz de mover o mouse pela tela apenas pensando”.

Controle do mouse com a mente

A capacidade de controlar um cursor ou teclado de computador era um dos objetivos do estudo clínico de Fase 1 Precise Robotically Implanted Brain-Computer Interface (Prime) iniciado pela startup. Aparentemente, esta conquista foi confirmada, segundo Musk.


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Diante desses resultados, a expectativa é que mais voluntários com paralisia sejam recrutados para o experimento, autorizado pela agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) desde o ano passado
.

Até o momento, nenhum estudo científico — nem preprint
— sobre o feito do primeiro paciente a usar o chip de Musk para realizar tarafas, a partir do poder da mente, foi publicado. Também não foram divulgadas demonstrações sobre o uso do implante.

Chip do Elon Musk

Vale lembrar que o primeiro chip da Neuralink foi implantado no cérebro humano em janeiro deste ano. Após o procedimento inédito, Elon Musk comentou que o paciente número um estava se recuperando bem. Algumas semanas depois, os resultados impressionam, já que o objetivo da tecnologia
foi parcialmente alcançado.

No entanto, ainda é necessário aguardar mais tempo para confirmar o sucesso do implante da interface cérebro-computador, já que infecções na região do cérebro em que o chip foi implantado podem ocorrer, além de outros problemas desconhecidos.

Para minimizar o risco da cirurgia bastante invasiva — criticada por especialistas, como o neurocientista Miguel Nicolelis
—, a startup desenvolveu o robô R1, responsável por auxiliar a equipe de cirurgiões durante o implante da tecnologia. Em tese, isso reduz o risco de complicações.

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.

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