Uma hora antes do início da votação no dia 4 de outubro, primeiro turno das Eleições Gerais 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro vai imprimir o relatório que assegura não existirem votos registrados em cada uma das cerca de 42 mil urnas eletrônicas, incluindo as de contingência, que serão usadas nas seções eleitorais em todo o estado.

O procedimento se repete no dia 25 de outubro, no caso de haver segundo turno.

Esse documento, chamado de zerésima, é emitido, impresso e assinado pelo presidente da mesa receptora de votos após ligar a urna, mesários e fiscais de partidos políticos, conforme previsto em resolução do Tribunal Superior Eleitoral.

A zerésima pode ser consultada por eleitores durante toda a votação.

O processo é repetido em todos os cantos do país onde houver votação.

O documento contém a identificação da urna e mostra que todos os candidatos estão devidamente registrados no equipamento, sem que haja nenhum voto computado para um deles.

A zerésima funciona como mecanismo de auditoria utilizado pela Justiça Eleitoral para assegurar a lisura, a segurança e a transparência das eleições.

A votação só começa depois da emissão do relatório, que confirma que a urna está apta a receber votos.

E o nome vem justamente de sua finalidade: comprovar que a urna inicia o processo de votação com zero voto.

Nas Eleições 2026, o eleitor terá seis votos: deputado ou deputada federal, deputado ou deputada estadual, primeira vaga de senador ou senadora, segunda vaga de senador ou senadora, governador e presidente.

Fonte: Radioagência Nacional – EBC