sábado, 29 de novembro de 2025

Vereadora Luiza apresenta requerimento cobrando explicações sobre aplicações do IMPCG no Banco Master

25.11.2025 · 5:08 · Vereadora Luiza Ribeiro

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) apresentou, na sessão desta terça-feira (25), o Requerimento nº 81/2025, solicitando esclarecimentos urgentes sobre as aplicações financeiras do IMPCG no Banco Master, instituição que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central após denúncias de irregularidades e indícios de gestão fraudulenta. O documento pedia que a prefeita Adriane Lopes, a secretária de Fazenda, Márcia Hokama, e o presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, encaminhassem à Câmara toda a documentação referente ao investimento de R$ 1.300.000,00, incluindo demonstrativos contábeis e patrimoniais, contratos, atas de deliberações e a lista completa de instituições financeiras que receberam aplicações do instituto. Apesar da relevância do tema, o requerimento recebeu 11 votos favoráveis e 12 contrários, sendo, portanto, rejeitado pelo plenário.

Durante a defesa da proposta, Luiza ressaltou a gravidade da situação envolvendo o Banco Master. “O Brasil amanheceu em alerta no dia 18 de novembro ao saber da liquidação do Banco Master. Não estamos falando de um banco qualquer, mas de uma instituição cuja gestão fraudulenta colocou em risco o patrimônio de servidores de vários estados e municípios”, afirmou. Ela destacou que 18 entidades públicas foram expostas a operações de alto risco, muitas delas alinhadas politicamente à gestão da prefeita. “É inadmissível que o dinheiro dos servidores de Campo Grande tenha sido colocado em um produto financeiro sem garantias, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos e com sinais claros de instabilidade”, reforçou.

A vereadora criticou a autorização do Executivo para a aplicação dos recursos. “A prefeita Adriane Lopes autorizou que o IMPCG investisse aproximadamente R$ 1,3 milhão em operações do Banco Master, ignorando alertas públicos e técnicos. Essa decisão coloca em risco o presente e o futuro de milhares de famílias campo-grandenses”, disse. Ela também lembrou que o banco enfrenta dificuldades financeiras e negocia parte de suas operações com o BRB, em um processo já monitorado por órgãos de controle devido a suspeitas de irregularidades.

Luiza reafirmou seu compromisso com a transparência e a proteção dos servidores. “A defesa do servidor público, da transparência e do controle social sempre foi uma bandeira do nosso campo político. Não podemos aceitar que decisões temerárias sejam tomadas sem que a Câmara tenha acesso aos documentos necessários para fiscalizar”, declarou. E alertou ainda para a gravidade da falta de informações: “A omissão ou a insuficiência de dados não apenas aumenta a desconfiança, mas pode configurar falhas graves de gestão, passíveis de responsabilização.”

Com a rejeição do requerimento, as informações oficiais não serão encaminhadas à Câmara. Mesmo assim, Luiza afirmou que seguirá acompanhando o caso. “O plenário decidiu que não quer saber onde e como esse dinheiro foi aplicado. Mas eu seguirei cobrando. A sociedade tem o direito de conhecer a verdade sobre o destino do patrimônio previdenciário dos servidores”, finalizou.

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