sábado, 29 de novembro de 2025

Vereador Marquinhos Trad cobra transparência do IMPCG e alerta para risco de prejuízo milionário em operação com banco falido.

25.11.2025 · 5:06 · Vereador Marquinhos Trad

Durante a sessão desta terça-feira (25), o vereador Marquinhos Trad, destacou-se pela postura firme em defesa da prestação de contas do dinheiro público, ao apresentar requerimento solicitando informações detalhadas sobre as operações financeiras do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) com o Banco Master, instituição cuja falência foi decretada na última semana pelo Banco Central.

Mesmo diante da gravidade do caso, que coloca em risco mais de R$ 1,4 milhão em aplicações feitas com recursos da previdência municipal, o requerimento apresentado por Marquinhos, em conjunto com outro da vereadora Luiza Ribeiro, foi rejeitado por 12 votos a 11, blindando o atual presidente do Instituto de prestar esclarecimentos formais à Câmara.

Base técnica e responsabilidade institucional.

O requerimento de Marquinhos Trad solicitava todas as atas, notas técnicas, pareceres e documentos que embasaram a decisão do IMPCG de aplicar recursos dos servidores em Letras Financeiras de alto risco, não cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e com resgate previsto apenas para 2029, elevando significativamente a exposição e diminuindo a segurança do investimento.

Além disso, o vereador requereu que o presidente do IMPCG informasse:

  • Quais medidas foram adotadas entre janeiro e novembro de 2025 para monitorar a situação do Banco Master,

  • Considerando que, desde 2024, já havia alertas públicos sobre fragilidade financeira da instituição,

  • Quais providências estão sendo tomadas para habilitar o crédito na liquidação extrajudicial,

  • E se foram abertas sindicâncias, tomadas de contas ou processos de responsabilização de gestores que ignoraram pareceres internos e alertas de servidores.

Marquinhos lembrou que o déficit atuarial do Instituto já ultrapassa R$125 milhões, o que torna ainda mais preocupante a possibilidade de prejuízo no patrimônio previdenciário.

Compromisso com o papel fiscalizador do Legislativo.

Para o vereador, a rejeição dos requerimentos impede que a Câmara cumpra plenamente seu dever constitucional de fiscalização, justamente em um momento que exige máximo rigor e transparência para proteger o futuro dos aposentados e da ativa.

“A previdência municipal não é caixa de apostas. Estamos falando do dinheiro de quem dedicou a vida ao serviço público. Solicitar documentos e explicações não é ataque, é nossa responsabilidade”, afirmou Marquinhos.

Apesar dos votos contrários, o vereador reforçou que continuará acompanhando de perto o caso e cobrando medidas para evitar que o prejuízo seja consolidado. Pois, mesmo entendendo o resultado da votação, Marquinhos Trad destacou que os vereadores que rejeitaram o requerimento também concordaram que os recursos da previdência são públicos e precisam de total transparência. Por isso, o parlamentar pediu que a oitiva com o diretor-presidente do IMPCG, marcada para esta sexta-feira (28), seja aberta à imprensa, garantindo que as explicações sejam plenamente compatíveis com o interesse público e acessíveis à população.

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Kaio Venze – Assessoria de Comunicação. 

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