06.01.2026 · 7:23 · Vereador Maicon Nogueira
A petição que pede a intervenção nos serviços do Consórcio Guaicurus e o fim do contrato com a empresa responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande inicia o ano de 2026 com mais de 10,4 mil assinaturas. Em apenas três meses, milhares de moradores da Capital aderiram ao documento, demonstrando insatisfação com a prestação do serviço de transporte público.
A iniciativa é do vereador Maicon Nogueira (PP), que idealizou a petição como forma de dar voz à população diante dos recorrentes problemas enfrentados pelos usuários do sistema. Além da mobilização por meio digital, uma equipe do mandato percorreu diversos pontos da cidade para coletar assinaturas de forma presencial.
Ao longo dos últimos três meses, o vereador esteve em terminais de ônibus, principais vias da Capital e universidades, dialogando diretamente com a população e ouvindo relatos sobre a precariedade do serviço prestado.
Os interessados em apoiar a petição podem assinar diretamente pelo celular. Para participar, basta acessar o site com o documento e preencher os dados solicitados, como nome completo, telefone e CPF. O acesso pode ser feito pelo link:
https://gabinett.com.br/sistema/gabinett/dashboards/assinar-peticao.php?id=1&token=f2f5012787dc159e7e511a763c040761
Descumprimentos contratuais
No documento divulgado, o vereador Maicon Nogueira aponta “inúmeras e reiteradas falhas na prestação dos serviços pelo Consórcio Guaicurus”, defendendo a adoção de medidas mais rígidas por parte da Prefeitura de Campo Grande, incluindo a intervenção no contrato de concessão.
O serviço de transporte coletivo da Capital já foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal. Entre os descumprimentos contratuais identificados pela Comissão estão a manutenção de frota envelhecida em desacordo com os limites previstos em contrato, a ausência de contratação de seguro obrigatório, falhas graves na manutenção preventiva, problemas de acessibilidade nos veículos e precariedade operacional, marcada por atrasos frequentes, quebras e superlotação.
A petição destaca ainda que tais práticas afrontam o contrato e a legislação vigente, além de prejudicarem diretamente a população campo-grandense, que depende do transporte coletivo para trabalhar, estudar e exercer sua cidadania com dignidade.
Assessoria de Imprensa do Vereador









