O deputado Junior Mochi (MDB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) para reforçar pedido ao Governo do Estado sobre quais instituições são credoras de consignados aos servidores públicos de diversas categorias, para que seja possível negociar melhores juros.
“Há dois anos eu fiz requerimento, reiterei e tenho solicitado os dados ao montante do superendividamento. Recentemente recebi parte das informações e ainda precisamos saber quais são as instituições e quais juros praticam para estabelecermos ações após esse diagnóstico e assim reduzir o superendividamento. Acompanho as categorias, no sentido de adequações ao seu estatuto, para que possam corrigir distorções em suas tabelas e alcançar melhorias. Eu digo que temos que dar passos para frente”, ressaltou.
Em fevereiro, Mochi revelou que o Governo do Estado o respondeu que passivo soma o total de R$ 9,3 bilhões de dívida atrelada à folha de servidores estaduais de Mato Grosso do Sul – reveja aqui. Para tanto, o deputado ressaltou que com a redução do superendividamento, com a negociação de juros, sobram mais recursos aos servidores para a melhoria da qualidade de vida. “Afinal de contas o Estado existe e presta serviço através dos servidores. A hora que baixar o endividamento, obviamente sobra mais na manutenção do dia a dia. É fundamental reduzir o total do débito”, disse Mochi.
Da mesma forma, João Henrique (NOVO) concordou e ainda questionar o endividamento da máquina pública. “Vejo o esforço para explicar aquilo que é possível fazer e sua capacidade de interlocução, mas temos que trazer para o Plenário dessa Casa o endividamento real do Estado. Estivemos denunciando o Governo e agora estamos vendo com as propostas concretas que o Estado está sim em dificuldade financeira. Quando vemos o aumento aos comissionados, um alto valor aos comissionados e aos efetivos nada, já estamos vendo que a base do governo vai pedir vistas do pedido de informação do Programa Regularize Já por exemplo”, afirmou.
Mochi reiterou que é importante fazer a discussão, tentando encontrar caminhos para estabelecer consenso para avançar. “Eu já tive oportunidade de advogar às categorias. Precisamos achar mecanismo e verificar as possibilidades reais para que o servidor esteja em condições de prestar um excelente serviço em favor do cidadão”. O deputado ainda aproveitou a fala para registrar apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal para apurar as denúncias na Operação Compliance, para apurar o desvio bilionário que envolve o Banco Master.






