sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Gerson Claro coloca nome ao Senado, mas impõe prazo e prioriza Riedel e Reinaldo

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro (PP), afirmou que está disposto a disputar uma das duas vagas ao Senado em 2026, desde que a definição ocorra até o dia 5 de abril. Segundo ele, qualquer movimento eleitoral estará subordinado às prioridades do grupo político: a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e a eleição do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) para a primeira vaga. “Dia 6 eu já não quero mais”, declarou em entrevista ao Campo Grande News.

Oficialmente, Gerson mantém como projeto principal a reeleição para deputado estadual. No entanto, reconhece que o PP pode reivindicar espaço na disputa ao Senado e, nesse cenário, coloca seu nome à disposição. “Eu tenho a candidatura posta à reeleição. Mas, se surgir a vaga para o PP de Senado e for definido até 5 de abril, eu tenho disposição de disputar”, afirmou.

Para o parlamentar, o desenho eleitoral precisa favorecer o eixo central da aliança. Ele sustenta que a prioridade absoluta é garantir a permanência de Riedel no governo e consolidar a eleição de Reinaldo ao Senado. A definição da segunda vaga, segundo ele, deve considerar quem agrega mais força à chapa majoritária e contribui para ampliar o segundo voto ao Senado. “O terceiro vai ser quem ajudar mais a eleger o Riedel e o Reinaldo”, pontuou.

Gerson também avalia que o cenário nacional terá peso decisivo na composição estadual. Ele citou, por exemplo, eventual participação da senadora Tereza Cristina (PP) em uma chapa presidencial como fator que pode alterar o tabuleiro local, influenciando diretamente a distribuição de forças partidárias no Estado.

Ao defender a prioridade na reeleição de Riedel, o presidente da Assembleia destacou indicadores da atual gestão, como investimentos em saneamento, regionalização da saúde e expansão da infraestrutura. Ele também ressaltou a força política do PP em Mato Grosso do Sul, lembrando que o partido comanda o Executivo estadual e mantém protagonismo nas principais articulações.

Apesar de admitir o interesse na disputa ao Senado — cargo que classificou como “mais que governador” em termos de peso político —, Gerson reforça que a decisão será coletiva. Caso o cenário não esteja fechado até o início de abril, garante que seguirá no projeto de reeleição à Assembleia. “Eleição é construção. Quem fez, fez. Quem não fez, não faz mais”, resumiu.