A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, participou nesta quarta-feira (12) do início das aulas na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Professora Elenir Zanquetta Molina, e em entrevista à imprensa, respondeu várias perguntas, inclusive sobre o seu salário.
Adriane, que já entrou com ação contra o aumento do próprio salário, explicou que vê a situação como errada, mas defende o reajuste para os servidores municipais, que tem como teto o salário da chefe do Executivo campo-grandense.
“O meu salário é o teto do salário de mais de 400 servidores que estão reivindicando o aumento há mais de 12 anos, esse é o motivo, não sou contra o aumento do salário dos servidores, mas eu, como prefeita, eu não posso ter o salário maior do Brasil, então eu recorri por achar que não era um valor justo, tendo em vista o salário do prefeito de São Paulo ou de outras cidades”, comentou a prefeita.
Ela explica que o valor em ‘excesso’ de seu salário será direcionado a uma instituição de caridade de sua escolha, mas não revelou qual. “Parte desse salário será entregue a uma instituição de caridade que eu decidi escolher”, comentou.
Adriane já entrou com ação contra o aumento do salário
Adriane Lopes ingressou, no dia 14 de janeiro, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), buscando impedir o reajuste de 96% em seu salário, garantido pela Lei Municipal 7.006.
Na petição, a prefeita argumenta que o aumento salarial “acarretará danos concretos e reais à coletividade e gera risco de descontinuidade nos serviços públicos essenciais”, além de apontar que a implementação do reajuste sem o devido estudo de impacto orçamentário causaria graves prejuízos à economia pública e à reestruturação dos órgãos municipais.
O caso fica de responsabilidade do desembargador Odemilson Roberto Castro Fassa.
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