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Projetos douradenses contemplados com a Lei Paulo Gustavo são destaque nacional na promoção cultural

Concurso de Miss e Mister Indígenas e Festival de Contos, Histórias e Poesias nas Línguas Kaiowá, Guarani e Terena estão entre os projetos destacados pelo Ministério da Cultura


event_available 13/05/2024 |
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Projetos valorizam a cultura local e impulsionam os artistas regionais / Foto: Franz Mendes

Com apoio da Prefeitura Dourados, através da Semc (Secretaria Municipal de Cultura), os projetos locais contemplados pela Lei Paulo Gustavo têm ganhado destaque nacional pela promoção da valorização cultural e dos artistas regionais, principalmente entre os povos indígenas.

Como forma de incentivo à cultura e aos artistas regionais, a Lei Paulo Gustavo (LPG) tem permitido a multiplicação de saberes no Centro-Oeste brasileiro, onde demonstra a importância da economia criativa na preservação das tradições locais. Ao todo, foram destinados R$ 298,3 milhões aos 466 municípios da região e aos governos estaduais de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, além do Distrito Federal.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Cultura, o Mato Grosso do Sul recebeu R$ 27 milhões, onde o Estado utilizou 1,7% do recurso, enquanto os municípios aproveitaram 57,2%. Esses investimentos têm sido cruciais para produtores culturais e artesãos, como Micheli Alves Machado, organizadora do Concurso Miss e Mister da Reserva Indígena de Dourados.

Em abril deste ano, o concurso douradense chegou à sua 12ª edição e se tornou referência nacional de inovação, com destaque para as vestimentas tradicionais utilizadas, que são produzidas pelos próprios candidatos, promovendo o desenvolvimento cultural e artístico, além de fortalecer a identidade comunitária, como explica Micheli.

“Além da confecção de roupas tradicionais feitas pelos finalistas, achamos importante a escuta com anciões indígenas, visto que poucas pessoas em nossa comunidade, ainda pode transmitir esse tipo de conhecimento. Assim, nossa cultura e ensinamento de cada povo, pode ressurgir e estar garantida sua manutenção por essa nova geração”, disse.

Ela reforça que o conhecimento adquirido também impulsiona a economia criativa e contribui para a preservação dos saberes ancestrais de cada povo.

Também em Dourados, a LPG contemplou a multiartista Maria Câmara Vieira, que conseguiu alavancar um projeto que valoriza a cultura indígena. O Festival de Contos, Histórias e Poesias nas Línguas Kaiowá, Guarani e Terena, aprovado com recurso de R$ 12 mil pela LPG, oferece premiação para as obras vencedoras, escritas em uma das três línguas indígenas faladas na Reserva Indígena de Dourados.

“Existem muitos artistas indígenas talentosos no nosso estado e o projeto tem o objetivo de dar visibilidade a eles. O concurso vai fazer com que a língua indígena e a arte sejam reconhecidas e isso é um ganho para toda a sociedade. Os poemas talvez sejam uma forma de, com oralidade, com a escrita, levar a dinâmica de vida desses povos para o Brasil”, finaliza.

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