sexta-feira, 4 de abril de 2025

Rádio SOUCG

  • ThePlus Audio

Inmet faz alerta de grande perigo e onda de calor pode provocar morte

Todas as cidades de Mato Grosso do Sul e municípios de pelos menos outros oito estados brasileiros estão sob alerta climático de grande perigo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso é por causa do calorão e das altas temperaturas que estão previstas até o dia 24 deste mês.

Segundo divulgado pelo Inmet, há risco de morte por hipertermia nas cidades que estão sob a mancha vermelha do mapa. A explicação do instituto aponta que a temperatura estará 5ºC acima da média por período maior do que 5 dias.

A temperatura máxima prevista pelo Inmet para esta sema têm se cumprido. Na tarde desta quarta-feira, na região central de Dourados, os termômetros marcaram 37ºC. Para a quinta-feira (21) a previsão é de 38ºC e na sexta de 41ºC. O sábado e domingo pode ser de 42ºC.

O risco de morte por hipertermia – que é quando a temperatura do corpo fica muito elevada – é apontado por causa do calor intenso. Há risco de insolação, principalmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

Calor pode matar?
Morrer de calor não é figura de linguagem: é um risco real, alertam cientistas. As altas temperaturas estão entre os grandes problemas de saúde pública da década no planeta.

O calor adoece e mata de diferentes formas. Um estudo do grupo de Camilo Mora, da Universidade do Havaí, lista 27 formas pelas quais ele pode ser fatal. São cinco mecanismos fisiológicos podem ser deflagrados pela temperatura elevada: isquemia (redução ou interrupção da irrigação sanguínea), citotoxidade (envenenamento das células), inflamação, coagulação intravascular disseminada (formação de trombos que podem destruir órgãos) e rabdomiólise (síndrome causada pela destruição das fibras musculares).

Quais órgãos são mais afetados pelas altas temperaturas?
O calor pode impactar gravemente sete órgãos: cérebro, coração, intestinos, fígado, rins, pulmões e pâncreas.

Quando o corpo é aquecido, o hipotálamo ativa uma resposta cardiovascular, que dilata os vasos sanguíneos e redireciona o sangue para a pele, onde o calor é dissipado para o ambiente. O problema é que isso prejudica a irrigação de outros órgãos, como o pâncreas. Com a baixa oxigenação, o organismo libera moléculas tóxicas.

Como a onda de calor pode matar?

O corpo perde muito líquido na tentativa de se aliviar pelo suor. Em excesso, essa reação desidrata e torna o sangue viscoso, afetando os rins e o coração, que são mais exigidos. A desidratação também causa vasoconstrição, que eleva o risco de trombose e de derrame.

O calor extremo mergulha o corpo no caos. O cérebro deixa de receber oxigenação suficiente e falha no comando do organismo.

A pressão sanguínea é alterada, causando um efeito dominó, no sistema respiratório, nos rins e em outros órgãos. A pessoa deixa de trocar calor com o ambiente e pode sofrer desmaios e até, nos casos graves, um choque térmico letal.

Acima de 39ºC, 40ºC, enzimas fundamentais para o metabolismo sofrem uma queda abrupta na velocidade das reações químicas necessárias à vida. O corpo começa a parar, de quebrar proteínas e açúcares para obter nutrientes e energia.

A tolerância ao calor varia de um indivíduo para outro e também do seu entorno. Embora o calor seco seja terrível, a umidade é ainda pior. Ela impede que o suor evapore e regule a temperatura.

Fonte

Enquete

O que falta para o centro de Campo Grande ter mais movimento?

Últimas