Dados recentes do Sistema Integrado de Gestão Operacional, vinculado à Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (SEJUSP-MS), revelam um dado alarmante: Coxim registrou 44 casos de estupro e estupro de vulnerável em 2024, o maior número da região Norte do Estado. O índice equivale a quase um crime por semana, evidenciando a gravidade da situação.
Casos continuam em 2025
Nos primeiros dois meses de 2025, Coxim já contabiliza sete novos casos de estupro, segundo a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). A delegada titular, Andressa Vieira, ressalta a importância da denúncia para combater esse tipo de crime. “A participação da comunidade é essencial. Muitas vezes, os crimes ocorrem dentro da própria casa da vítima e são praticados por pessoas conhecidas. Por isso, é fundamental que qualquer suspeita seja comunicada às autoridades”, enfatiza.
Cenário na região em 2024
Entre os municípios do norte do estado, Coxim lidera o ranking de ocorrências, seguido por São Gabriel do Oeste, com 23 casos. Veja os números registrados em outras cidades da região:
Coxim: 44 casos
São Gabriel do Oeste: 23 casos
Camapuã: 14 casos
Rio Verde de MT: 18 casos
Rio Negro: 8 casos
Pedro Gomes: 4 casos
Sonora: 2 casos
Os dados indicam uma alta incidência desse tipo de crime na região no ano passado, reforçando a necessidade de ações mais eficazes de prevenção e combate.
Situação no Estado
O problema não é isolado. Em todo Mato Grosso do Sul, foram registrados 2.289 casos de estupro de vulnerável em 2024. Campo Grande lidera as estatísticas com 628 ocorrências, seguida por Dourados (229) e Três Lagoas (100).
A importância da denúncia
Autoridades destacam que o combate a esses crimes depende da colaboração da população. Casos suspeitos devem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100 ou diretamente às autoridades locais.
Em Coxim, a Delegacia de Atendimento à Mulher pode ser contatada pelo telefone (67) 3291-1338 ou pelo WhatsApp (67) 99987-9355. Além disso, o 190 da Polícia Militar também está disponível para emergências.
O fortalecimento de políticas públicas de proteção e apoio às vítimas é essencial para reduzir esses índices e garantir segurança à população.
Fonte: Maikon Leal com Mikaela Loni