Há 37 anos, em janeiro de 1989, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul recebia uma nova geração de magistrados aprovados no XI Concurso de Provas e Títulos, homologado em 29 de setembro de 1988 e publicado no Diário Oficial nº 2445, de 30 de novembro daquele ano. O marco representa uma trajetória coletiva de dedicação à Justiça, construída com trabalho árduo e silencioso e um profundo compromisso com a sociedade sul-mato-grossense.
Os magistrados nomeados naquele concurso deixaram suas marcas em diferentes comarcas do Estado, contribuindo para o fortalecimento do Judiciário e para a consolidação de uma prestação jurisdicional cada vez mais humana e responsável. Alguns já se aposentaram, outros seguem na ativa, alguns partiram e outros optaram por novos caminhos, mas todos fazem parte da história institucional do TJMS.
Integram esse grupo os magistrados Carlos Ismar Baraldi (aposentado), Celso Antonio Schuch Santos (aposentado), Cleber José Corsato Barboza (falecido), Danilo Burin (falecido), Dileta Terezinha Souza Thomaz (aposentada), Ivo Salgado da Rocha (aposentado), Jairo Roberto de Quadros (ativa), Joamir Casagrande (aposentado), Jonas Hass Silva Junior (ativa), Lúcio Raimundo da Silveira (ativa), Luiz Carlos de Souza Ataide (falecido), Maria Lúcia Escobar de Arruda Brasil (aposentada), Roberval Casemiro Belinati (deixou o quadro do TJMS), Waldir Marques (ativa) e Zaloar Murat Martins de Souza (ativa).
Entre as vozes que simbolizam essa caminhada, o desembargador Waldir Marques resume os 37 anos de magistratura como um balanço profundamente positivo. Ele relembra que o sonho de ser juiz parecia distante no início, mas foi concretizado com fé, apoio da família e a confiança de pessoas que acreditaram em seu potencial.
Segundo Waldir, a carreira exigiu renúncias, mas foi gratificante e honrada, marcada por aprendizado, responsabilidade e sentido de missão. Se tivesse que escolher novamente, garante, faria tudo outra vez, reafirmando a magistratura como uma vocação que se constrói com entrega e compromisso ético.
O desembargador Jairo Roberto de Quadros, por sua vez, traduz a data como um momento de gratidão e reflexão. Ao recordar o início da carreira, em janeiro de 1989, destaca a experiência como juiz substituto em Corumbá, quando conciliava a vida profissional com a família ainda jovem, em uma fase de intensas transformações pessoais e profissionais. Ao longo do caminho, passou por comarcas como Aparecida do Taboado, Ponta Porã — onde foi homenageado como cidadão honorário —, Dourados e Campo Grande, sempre pautado pelo dever de julgar com imparcialidade, equilíbrio e atenção cuidadosa aos fatos. Ele também faz questão de reconhecer o papel essencial de servidores e assessores que, ao longo dos anos, ajudaram a dar eficiência e dignidade à prestação jurisdicional.
Passadas quase quatro décadas, a celebração dos 37 anos do XI Concurso de Magistratura é, sobretudo, um tributo às pessoas por trás das funções, aos laços familiares que sustentaram ausências inevitáveis e à convicção de que servir ao Judiciário é assumir compromissos inadiáveis com a sociedade. Uma história feita de decisões, humanidade e legado, que segue viva na memória institucional do TJMS.




