O primeiro eixo de políticas públicas propostas pelo Sebrae aos cidadãos brasileiros que vão concorrer à Presidência da República e aos governos estaduais, está ligado ao tema da inovação e transformação digital. As ideias constam no Guia de Candidaturas, lançado pelo Sebrae para reforçar o desenvolvimento dos pequenos negócios, que representam cerca de 97% das empresas ativas no país (24,4 milhões). As sugestões são inspiradas em experiências bem-sucedidas e servem de apoio na elaboração de programas de governo.
- Acesse o Guia de Candidaturas à Presidência e dos Governos Estaduais
De acordo com levantamento apresentado pelo Sebrae, quase 75% dos pequenos negócios brasileiros já vendem por meios digitais. No entanto, essa presença ainda é embrionária: menos de 13% utilizam a internet para cursos, marketplaces avançados ou sistemas integrados de gestão. Um dos grandes problemas encontrados pelos pequenos negócios ainda é a falta de conectividade de qualidade fora dos grandes centros, onde apenas 28% dos pequenos municípios possuem cobertura adequada, fator que limita a expansão do e-commerce.
Para reverter esse hiato de maturidade digital e elevar a produtividade nacional, o Sebrae propõe uma verdadeira revolução tecnológica articulada entre a União e os estados. “A transformação digital e a inovação precisam chegar aos pequenos negócios como estratégia central de crescimento. Digitalizar os pequenos negócios não é pauta de tecnologia. É pauta de produtividade, emprego e economia do Brasil”, defende o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares. Confira as propostas do Sebrae:
Nacional
- Plano Nacional de Transformação Digital para Pequenos Negócios: coordenação unificada entre Sebrae, BNDES, Finep, MDIC e MCTI para metas de adoção tecnológica (inspirado no SME Strategy europeu).
- Fundo Nacional de Inovação para Pequenos Negócios: criação de linha no ecossistema BNDES/Finep para financiar projetos inovadores de MPE, com crédito de longo prazo e componentes de subvenção econômica para projetos inovadores de regiões menos desenvolvidas (modelo Kodit, fundo público da Coreia do Sul).
- Inclusão de MPE nas cadeias industriais: fixação de condicionantes de compras de MPE para grandes indústrias beneficiadas por incentivos públicos (inspirado no modelo IMMEX mexicano).
- Formação massiva em tecnologia e IA: trilhas formativas regionais em parceria com o Sistema S, Institutos Federais e ICTs (modelo Skill India Digital).
- Brasil Empreendedor Digital: unificação de Gov.br, Redesim, Simples Nacional e e-Social em uma jornada digital fluida (inspirado no Chile e na Estônia).
Estados
- Digitalização dos pequenos negócios: diagnósticos gratuitos, capacitação em vendas digitais e subsídio a softwares de gestão.
- Rede Estadual de Laboratórios de Inovação e Empreendedorismo: espaços maker, coworking e prototipagem conectados a universidades e empresas (inspirado na plataforma Corfo Conecta, do Chile).
- Conexão MPE-Indústria: programas de desenvolvimento de fornecedores locais para atender empresas-âncoras (ex.: parceria Sebrae-Petrobras).
- Internet e infraestrutura digital: expandir as redes de fibra óptica e pontos públicos de wi-fi nos municípios com maior densidade de MPE desconectadas e fomentar parcerias público-privadas com provedores regionais e órgãos federais, como Telebras e Anatel, para otimizar resultados.
- Bolsas de Inovação: lançamento de editais periódicos ao empreendedor que esteja à frente de negócios inovadores, envolvendo também a ampliação e o fortalecimento das Fundações de Apoio à Pesquisa estaduais (casos de sucesso: Catalisa ICT, Startup Nordeste e Inova Biomas)
Fonte: Agência Sebrae de Notícias