sexta-feira, 12 de junho de 2026

Representantes do TJMS participam do maior encontro nacional sobre adoção

Magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul participam, entre os dias 11 e 13 de junho, do XXXI Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Enapa 2026), realizado em Florianópolis (SC). O evento reúne famílias adotivas, pretendentes à adoção, magistrados, integrantes do Sistema de Justiça, adolescentes, especialistas e profissionais de todo o país para debater e fortalecer a cultura da convivência familiar e comunitária.
Estão presentes no encontro os juízes Luciano Beladelli, da comarca de Anastácio, e Bruno Palhano, da comarca de Coxim. Da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do TJMS participam a coordenadora de Apoio às Articulações Interinstitucionais Doêmia Ceni, a coordenadora de Apoio a projetos da CIJ Renata Giancursi e o servidor Diógenes Ferracini. Também compõem a comitiva de MS no evento: Fábia Ferreira da Silva, Mayara Simon Bezerra, Elisangela Facirolli do Nascimento, Ivone Gonçalves do Carmo, Rosane Conceição de Andrade, Ítalo de Oliveira Guedes, Vanessa, João Paulo Ribeiro, Arlete Ribeiro e Beatriz de Barros Figueiredo. 
Durante a ação desta quinta-feira, o psicólogo do TJMS João Paulo Ribeiro, que é mestrando da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, fez a apresentação da palestra: Conceitualização Analítico-comportamental da Parentalidade.
Considerado o maior evento brasileiro dedicado à convivência familiar e comunitária, o Enapa chega à sua 31ª edição com o tema “Adoção e Proteção Integral: Afeto e construção de vínculos para uma cultura de pertencimento”.
Durante os três dias de programação, os participantes acompanham palestras, painéis, rodas de conversa e oficinas que abordam temas relacionados ao acolhimento, apadrinhamento e adoção, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
A programação teve início na quinta-feira (11) com a conferência de abertura sobre o direito à convivência familiar e comunitária e a importância do afeto na construção de vínculos familiares. Ao longo do encontro, também serão debatidos temas como parentalidade, prevenção de rupturas familiares, desafios do ambiente digital, adoção internacional, diversidade, primeira infância e o papel dos grupos de apoio à adoção na formação e acompanhamento das famílias pretendentes.
Promovido pelo Grupo de Apoio Adoção em Pauta (GAAP) e organizado pelo Instituto Hope House, o Enapa é reconhecido como um espaço de inspiração, capacitação e articulação nacional, reunindo diferentes atores comprometidos com a proteção integral de crianças e adolescentes.
Para o juiz Luciano Beladelli, a participação no encontro representa uma oportunidade de aprimorar práticas e fortalecer o comprometimento institucional com a garantia do direito à convivência familiar. “Ao reunir diferentes atores que vivenciam a adoção sob diversas perspectivas, o encontro nos permite compreender melhor os desafios existentes e aperfeiçoar nossas práticas. Cada conhecimento adquirido e cada experiência compartilhada retornam em benefício direto das crianças, adolescentes e famílias atendidas pelo sistema de justiça”.
O magistrado também destacou o papel do Judiciário na adoção e construção de vínculos familiares. “O compromisso do Judiciário é buscar, permanentemente, caminhos que tornem os processos mais humanos, céleres e efetivos, sem perder de vista que, por trás de cada procedimento, existem histórias de vida que merecem cuidado, responsabilidade e esperança”, pontuou.
O juiz Bruno Palhano enfatizou a importância da atuação humanizada nos processos de adoção. “Participar do Enapa é uma oportunidade muito enriquecedora. O encontro reúne profissionais de diversas áreas comprometidos com a garantia do direito de crianças e adolescentes à convivência familiar. Além da troca de experiências e boas práticas, o evento reforça a importância de uma atuação cada vez mais humanizada e eficiente nos processos de adoção. Saio daqui com a convicção de que, quando instituições e sociedade trabalham juntas, conseguimos transformar vidas e construir histórias de pertencimento e afeto”, finalizou.

Fonte: Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul – TJMS

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