Ter atuação global é um sonho de muitas startups, mas saber se a empresa está pronta para o mercado internacional é mais um desafio para esse segmento. Essa foi uma das abordagens tratadas durante o painel “From Brazil to the world: What separates global startups from local ones?”, realizado pelo Sebrae e pela ApexBrasil, durante o Web Summit Rio 2026.
A head de Startups do Sebrae Nacional, Cristina Mieko, destacou que a preparação é um dos pontos mais importantes para uma startup se internacionalizar. “O empreendedor precisa estudar o mercado que quer atuar e trazer isso para dentro do planejamento. É preciso adaptar o negócio. Se não tiver uma estratégia global, ele não consegue sair do mercado brasileiro”.
Segundo Cristina, um dos principais desafios é que muitas startups ainda são criadas com foco exclusivamente no mercado local e não incorporam a internacionalização como parte da estratégia de crescimento. “Muitas startups nascem pensando apenas no mercado brasileiro e deixam a internacionalização para um segundo momento. O que defendemos é que o empreendedor olhe para o problema que está resolvendo e identifique onde essa mesma dor também existe”, comenta.

“Quando a startup entende que o problema é global, ela passa a enxergar oportunidades em diferentes mercados e consegue construir uma estratégia de expansão mais consistente. O Brasil hoje é uma referência em áreas como fintech e agritech, justamente porque desenvolveu soluções para desafios que também estão presentes em outros países”, afirma Cristina.
Mariele Christ, gerente de negócios da ApexBrasil, ressaltou que dificilmente uma empresa se sente 100% preparada para a internacionalização. “Qualquer mercado externo tem riscos. O empreendedor precisa estudar e saber o porquê de querer entrar em um mercado internacional. São muitos custos envolvidos e dedicação da equipe. A nossa barreira cultural é um desafio”, destaca.
Autodiagnóstico
O Sebrae lançou no Web Summit Rio, a ferramenta “Autodiagnóstico de Prontidão para Internacionalização”. Totalmente gratuita, ela foi desenvolvida para avaliar o nível de maturidade dos negócios interessados em atuar no exterior, ela identifica o grau de prontidão internacional, evidencia lacunas críticas e orienta os próximos passos rumo à expansão para novos mercados.
A autoavaliação funciona de forma prática e objetiva. Ao responder sobre aspectos como equipe, produto, mercado, modelo de negócio, financiamento, governança e estratégia de expansão, a startup recebe uma devolutiva imediata com seu estágio de maturidade internacional.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias







