Uma mulher de 58 anos morreu após ser atropelada na BR-463, no trevo de Santa Puitã, em Ponta Porã, e o próprio marido dela foi preso como suspeito do atropelamento. Wandete Gois da Silva foi encontrada já sem vida na pista, e a investigação ganhou novos elementos depois que a perícia identificou no local uma peça que teria se desprendido do caminhão conduzido pelo homem.
A ocorrência foi registrada após o Corpo de Bombeiros acionar a Polícia Civil para atender a uma morte violenta, inicialmente tratada como possível atropelamento. O corpo de Wandete estava no sentido Ponta Porã. Durante a perícia, os investigadores encontraram um fragmento de plástico próximo à vítima, aparentemente parte de um para-lama.
Testemunhas ouvidas no local disseram que Wandete estava acompanhada do marido em um encontro de caminhoneiros realizado em Santa Puitã. Segundo os relatos, o homem, identificado como Sandro, teria consumido bebida alcoólica antes de deixar o evento dirigindo o próprio caminhão.
A partir da suspeita de que o fragmento encontrado na rodovia pudesse pertencer ao veículo, policiais foram até a residência do casal. O caminhão estava estacionado no imóvel e apresentava danos no para-lama de uma das rodas do lado esquerdo.
A perícia foi novamente acionada e constatou que o pedaço de plástico recolhido na rodovia se encaixava na estrutura danificada do caminhão. O indício passou a integrar a investigação sobre a morte da mulher.
Horas depois, Sandro compareceu à delegacia de Ponta Porã acompanhado de dois advogados. Ele recebeu voz de prisão em flagrante. O suspeito foi convidado a realizar o teste do etilômetro, mas recusou o procedimento.
Inicialmente, o caso é investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool. Apesar da prisão, a Polícia Civil afirma que a dinâmica do atropelamento, a motivação e as demais circunstâncias ainda não foram completamente esclarecidas.
A corporação informou que as investigações continuam com coleta de provas, depoimentos de testemunhas e outras diligências. Autor e vítima eram casados, mas ainda não há confirmação sobre as circunstâncias que antecederam o atropelamento ou se houve alguma discussão entre os dois.
A Polícia Civil ressalta que o procedimento está em fase inicial e que os elementos reunidos serão analisados para definir a responsabilização criminal do suspeito, respeitando o devido processo legal.