A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou que as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro são tratadas de forma “igual e não discriminatória”. A posição está na resposta enviada pela empresa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A resposta vem de um processo aberto pela campanha de Lula, que reclamou que a empresa fazia restrição seletiva de conteúdos da coligação e de apoiadores.

Na semana passada, o TSE mandou a Meta se explicar, mas a resposta não foi suficiente. Por isso, nesse domingo, o ministro Marco Aurelio Bellizze, do TSE, deu 24 horas para a empresa comprovar medidas que garantissem a isonomia de tratamento.

A campanha de Flávio Bolsonaro também chegou a abrir uma reclamação nessa linha.

Na resposta, a Meta afirmou que a isonomia determinada pela legislação eleitoral é de “regras e de critérios, e não de resultados” e que tem mecanismos para isso.

Entre os pontos questionados, disse que a revisão humana acontece em até duas horas no caso de restrições automáticas. Ainda, que implementou uma lista de permissão de publicação de anúncios políticos para evitar que terceiros contratassem esse tipo de propaganda. Uma avaliação sobre 255 perfis não encontrou indícios de serem falsos e terem ação coordenada.

Nós procuramos a Meta para um posicionamento e aguardamos um retorno.

 

Fonte: Radioagência Nacional – EBC