Khadyja Gharyb Rocha, de 23 anos, foi identificada como a jovem que morreu após ser atingida por um galho de árvore no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Estudante de Biomedicina na Uniderp, ela estava de patinete com uma prima na pista de caminhada da Avenida do Poeta quando foi atingida pela estrutura, no fim da tarde desta quarta-feira (19).

Segundo informações levantadas no local, não havia vento forte no momento do acidente. A árvore teria cedido em direção à área interna da cerca que contorna a reserva do Parque Estadual do Prosa. Ao atingir o arame, parte do tronco se rompeu e caiu sobre Khadyja pouco depois de ela passar pela cobertura de um ponto de ônibus.

Uma médica que passava pela região iniciou os primeiros procedimentos de reanimação. Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) também auxiliaram no atendimento até a chegada do Corpo de Bombeiros. De acordo com o tenente Fabrício Vilela, a jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória após ser atingida na cabeça. As equipes realizaram manobras de reanimação por cerca de 40 minutos, mas ela não resistiu.

O local foi isolado para o trabalho da perícia, devido ao movimento de pessoas e veículos na região. O pai de Khadyja esteve no ponto onde ocorreu o acidente e fez o reconhecimento da filha. Equipes de segurança permaneceram na área durante o atendimento e os levantamentos necessários para esclarecer as circunstâncias da morte.

Em nota, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que a jovem trafegava de patinete quando foi atingida pelo tronco, que caiu sobre a cerca existente no entorno da reserva. O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou atendimento, mas a vítima morreu no local. Ainda conforme o governo, equipes técnicas estão colaborando com os órgãos responsáveis pela apuração da ocorrência.

A Uniderp mantém unidades em Campo Grande, incluindo o campus Agrárias, localizado na região do Parque dos Poderes, e oferece cursos da área da Saúde. A morte de Khadyja ocorreu em uma área que recebe diariamente moradores para caminhadas, corridas e outras atividades ao ar livre.

As circunstâncias que levaram à queda da árvore deverão ser analisadas pelos órgãos responsáveis. O isolamento da área e o trabalho da perícia devem auxiliar na identificação das causas do rompimento do tronco.