Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado em todo o país. A paralisação ocorre após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo banco para renovação do acordo coletivo e tem como principais pontos de divergência o reajuste salarial e mudanças no Saúde Caixa.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, os trabalhadores reivindicam um reajuste que acompanhe a inflação, além de 5% de ganho real. A proposta apresentada pela Caixa prevê ganho real de 0,60% sobre salários, vales e demais verbas econômicas, percentual considerado insuficiente pela categoria.

A proposta foi rejeitada em 128 bases sindicais em todo o país. Em 93 delas, os empregados aprovaram a paralisação por tempo indeterminado. Em Campo Grande, a mobilização também acompanha a decisão nacional da categoria.

Outro ponto de impasse envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Segundo o sindicato, mudanças no modelo de custeio e o aumento da coparticipação podem elevar os gastos para trabalhadores da ativa e aposentados.

A decisão foi tomada em assembleia geral, na qual 87,59% dos empregados votaram contra a proposta apresentada pela Caixa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho específico e da Convenção Coletiva da categoria.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Neide Rodrigues, afirmou que a paralisação busca pressionar a direção da Caixa a retomar as negociações. “A greve é um instrumento legítimo de luta e a única alternativa que nos restou para pressionar a direção do banco a reabrir as negociações”, declarou.

A paralisação ocorre por tempo indeterminado e poderá afetar o atendimento presencial nas agências. Serviços digitais, caixas eletrônicos e outros canais de atendimento da instituição podem continuar disponíveis, mas o funcionamento das unidades e a extensão dos impactos dependerão da adesão dos trabalhadores em cada local.