sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Comitê debate ações para o atendimento e acesso à Justiça pelos povos indígenas

Nesta sexta-feira, dia 6 de fevereiro, foi realizada a primeira reunião do ano do Comitê estadual de suporte e aperfeiçoamento para o atendimento da população oriunda de povos indígenas no âmbito do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul. O encontro foi realizado no Salão Pantanal do TJMS e presidido pelo Des. Fernando Paes de Campos, supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (GMF). 
Durante a reunião, os participantes debateram sobre os procedimentos para execução da Recomendação N° 4 do Manual da Resolução do CNJ nº 454/2022, que orienta a realização de mutirão para a adequação dos registros processuais de demandas que envolvam partes ou direitos indígenas.  
Também foi tema da reunião a necessidade de designação de intérpretes, preferencialmente membros da própria comunidade, em atos vinculados ou que interessem a processos do Poder Judiciário, nos quais membros de povos indígenas precisem se expressar verbalmente. 
Além disso, foram realizadas articulações para a criação de um Grupo de Trabalho voltado à elaboração de propostas, fluxos e protocolos destinados à proteção integral, ao atendimento intercultural e à adoção de crianças indígenas. 
Outro ponto de destaque foi a apresentação do Projeto Piloto de Justiça Restaurativa Indígena, que propõe a realização de círculos de construção de paz no presídio feminino de Ponta Porã, envolvendo mulheres indígenas em situação de encarceramento, com a participação de suas comunidades. A iniciativa busca tornar a prática da Justiça Restaurativa culturalmente adequada às especificidades das mulheres indígenas. 
Estiveram presentes na reunião a desembargadora Elizabete Anache, responsável pela Coordenadoria da Infância e Juventude do TJMS; a Desa. Sandra Artioli, que responde pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, Desa. Sandra Artioli; e o desembargador José Ale Ahmad Netto, coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitoso.  
 
Além dos desembargadores citados,  também participaram a juíza auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça, Helena Alice Machado Coelho; o juiz Eguiliell Ricardo da Silva, titular da Vara da Infância e da Adolescência de Dourados; o juiz Luiz Felipe Vieira, da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande e da 1ª Vara de Execução Penal do Interior;  o juiz Ricardo da Mata, da Vara do Juiz das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal de Dourados; o juiz Robson Celeste Candeloro, da 2ª Vara de Execução Penal do Interior; a juíza Katy Braun do Prado, titular da Vara da Infância, Adolescência e do Idoso de Campo Grande; e a promotora da 1ª Promotoria de Caarapó, doutora Fernanda Rottili Dias. 

Fonte: Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul – TJMS