A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (17) duas novas canetas de semaglutida para o tratamento do diabetes tipo 2, também utilizadas para emagrecimento, ampliando as opções disponíveis no mercado brasileiro. Uma delas é o primeiro medicamento genérico de semaglutida, produzido pela EMS, enquanto a outra é um medicamento similar da Germed, que será comercializado com o nome Semaclique.
Os dois medicamentos têm como princípio ativo a semaglutida obtida por via sintética e são indicados para adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença, sempre como complemento à alimentação e à prática de exercícios. O tratamento pode ser feito sozinho, quando a metformina não é indicada por intolerância ou contraindicação, ou associado a outros medicamentos para diabetes.
As novas opções serão disponibilizadas em canetas preenchidas para aplicação semanal. As apresentações aprovadas incluem canetas de 1,5 ml e 3 ml, além de kits com duas unidades e diferentes quantidades de agulhas. Antes e durante o tratamento, os medicamentos devem ser mantidos sob refrigeração, entre 2°C e 8°C.
A aprovação do produto da EMS marca a entrada do primeiro genérico de semaglutida no mercado brasileiro. Os medicamentos genéricos precisam ter o mesmo princípio ativo, dose e forma farmacêutica do medicamento de referência, seguindo as exigências estabelecidas pela Anvisa.
Já o produto da Germed foi registrado como similar e também utiliza semaglutida sintética. O Semaclique poderá apresentar diferenças em aspectos como excipientes, embalagem, rotulagem e prazo de validade, embora tenha a mesma composição química, concentração, eficácia, segurança e qualidade exigidas para essa categoria.
Apesar da aprovação do registro, as novas canetas ainda não têm data definida para chegar às farmácias. A EMS também não divulgou o preço que será praticado. Segundo as regras citadas no material divulgado, medicamentos genéricos devem chegar ao mercado com preço pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência, embora o valor final dependa da comercialização.
Outro ponto é que os medicamentos à base de semaglutida pertencem ao grupo dos agonistas do receptor de GLP-1 e exigem receita médica em duas vias. A aprovação da Anvisa, portanto, não significa venda livre ou autorização para utilização sem acompanhamento profissional.
A chegada das duas novas canetas ocorre em um mercado que tem registrado aumento da procura por medicamentos à base de semaglutida, utilizados principalmente no controle do diabetes tipo 2. A nova concorrência entre fabricantes poderá ampliar as opções disponíveis aos pacientes, mas a efetiva disponibilidade e os preços dependerão das etapas de produção e distribuição das empresas.