Em 2019, o alojamento das categorias de base do Flamengo pegou fogo, e matou 10 jogadores, que tinham entre 14 e 16 anos, e dormiam em contêiners. A tragédia completou cinco anos no último dia 08. Além de responder à justiça pelo ocorrido, o clube carioca foi processado pela família do goleiro Christian Esmério.
Andreia de Oliveira e Cristiano Esmério foram os únicos que não fizeram acordo com o Flamengo. Ontem (15), o juiz André Aiex Baptista Martins, da 33º Vara Cível do Rio de Janeiro, determinou que o time pague R$ 2,82 milhões por danos morais aos pais, e R$ 120 mil ao irmão. Além de uma pensão mensal no valor de R$ 7 mil até 2048 ou até falecimento deles.
Vale ressaltar que o Flamengo já vinha pagando pensão aos pais de Christian. Inicialmente, a família do jogador havia pedido R$ 5,2 milhões, R$ 240 mil para o irmão, e uma pensão de R$ 3,9 milhões. Os valores não foram aceitos, mas os que constam na sentença são maiores que a sugestão da Câmara de Conciliação, criada para mediar os acordos entre o clube e os familiares.
A Câmara havia proposto R$ 2 milhões de idenização e R$ 10 mil de pensão para todas as famílias durante 30 anos.
Até hoje, nenhuma pessoa foi punida criminalmente pelo incêndio. Além de Christian, foram vítimas da tragédia Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, Pablo Henrique da Silva Matos, Bernardo Pisetta, Vitor Isaias, Samuel Thomas Rosa, Jorge Eduardo, Gedson Santos e Rykelmo Viana.
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