Marieta Severo afirmou que não pretende atuar em novelas verticais nem participar de remakes. A declaração foi dada em entrevista publicada nesta terça-feira (6), ao comentar tendências do audiovisual, novos formatos e escolhas profissionais ao longo da carreira.
A entrevista foi concedida à revista Vogue. Ao falar sobre refilmagens, Marieta foi direta. “Não tenho muita atração por refazer o que foi feito. Quero coisas novas, ir por outros caminhos”, afirmou. Na sequência, comentou sobre o formato vertical. “E uma coisa vertical, não tenho a menor vontade de fazer”.
A atriz relacionou a recusa ao uso excessivo de telas na rotina atual. “Quero que as pessoas se afastem um pouco disso”, disse, ao apontar para o celular durante a conversa.
Marieta contou que é avó de sete netos, com idades entre 16 e 29 anos, e acompanha as tentativas deles de reduzir o tempo diante das telas. A atriz disse observar esse comportamento de forma atenta.
Ela também explicou que não usa redes sociais de maneira ativa. “Não estou no Insta, quer dizer, tenho um perfil ‘secreto’ que minha neta criou. Não tenho nada contra, uso à beça. Mas eu mesma me policio”, declarou.
Durante a entrevista, a atriz confirmou a entrada no streaming. Marieta revelou que estreia ainda em 2026 em uma série da Netflix com dez episódios. “Sim, entrei no mundo do streaming”, afirmou.
Streaming, luto e novos projetos
Segundo Marieta, o formato se ajusta melhor ao ritmo atual de trabalho. A atriz disse que decidiu desacelerar após a morte do diretor Aderbal Freire-Filho. “Depois que o Aderbal se foi, senti necessidade de parar mesmo, sabe? Foi um tempo de me reestruturar”, contou.
O convite para a série partiu do diretor Mauro Mendonça Filho. “É uma pessoa de que gosto e em quem confio muito”, disse. O elenco conta com Alice Wegmann, Nanda Costa e José de Abreu. Sobre a trama, Marieta resumiu: “A história gira em torno do mundo da arte”.
Ao falar sobre envelhecimento diante das câmeras, Marieta comentou as inseguranças. “Tem vezes em que vou para a frente de uma câmera, de repente paro, me olho no espelho e penso: ‘Caramba, isso aqui não vai fotografar legal’”. Ela também falou dos desafios físicos da profissão. “A tal da decadência física é custosa, ainda mais para a gente que se exibe o tempo todo”, concluiu.









