quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Jornal Nacional não tem apresentador

O Jornal Nacional da TV Globo teve alguns apresentadores de excelência.
A marca maior foi quando ladeavam  Sérgio Chapelin e Cid Moreira.

Os dois foram, sem dúvida, os maiores no jornalismo da TV Globo. Tanto o  Sérgio quanto o  Cid tinham voz de comando e preenchiam a cadeira.

Cid manteve a sua voz poderosa até o seu desenlace.

E Sérgio, até os dias de hoje, tem a mesma voz.

Isto é um dom que eles tinham e que não se ensina na escola.

E a postura dos dois na tela e na bancada, mesmo atrás da bancada, preenchia a cadeira que os dois ocupavam.

Tempos depois, a marca passou a ser de William Bonner e sua mulher, Fátima Bernardes.

Uma situação similar aos antecessores. William e Fátima tinham voz de comando e preenchiam a cadeira na qual sentavam.

Quando eu escrevo que eles preenchiam a cadeira da bancada, nada tem a ver com serem mais ou menos magros, nada a ver com o corpanzil.

É a aura do corpo que preenche o espaço de cena e não o físico.

William Bonner  até que ficou um bom tempo ao lado de Fátima.

Eis que Fátima passa a tentar e com sucesso financeiro a área de entretenimento.

Ela deixa o seu lugar para Renata Vasconcellos, que surpreendentemente tem boa performance.

Ela se mantinha tanto em voz quanto em presença ladeando William.

E, então, acontece, sabe-se lá o motivo, a saída de William Bonner.

E, até por exclusão, acabam escolhendo César Tralli.

Pois é, deixaram de lado Heraldo de Oliveira, que seria a escolha natural, e escolheram, sabe-se lá o motivo, César Tralli.

César Tralli não tem voz de comando e menos ainda presença de palco atrás da bancada.

Sua voz por vezes é titubeante e seu rosto servia para fazer o jornal do almoço e não o principal jornal da casa.

As notícias dadas por César Tralli perdem o arcabouço do torque que deveriam ter e passam a ter o valor que só vai ser validado quando Renata Vasconcellos diz o complemento da notícia depois.

É como se a gente ficar esperando para ver se ela vai endossar a notícia dada por César.

Isto não é bom quando o Jornal Nacional, até pela posição e marketing de jornalismo da TV Globo, é o maior jornal do país.

O Jornal da Record tem audiência, mas até hoje não aprendeu a ter repercussão.

O Jornal do SBT carece de conteúdo e repercussão, para não dizer Ibope.

O Jornal da Band cada dia existe menos.

Os outros são irrelevantes em Ibope ou repercussão.

Então, o Jornal Nacional só teve um concorrente, quando Boris Casoy comandava o Jornal do SBT.

Agora, César Tralli está lá para o bem e para o mal, e não deve ser trocado por um bom tempo para não confessar o erro que o comando (será que existe?) da TV Globo cometeu.

gente.ig.com.br