O Jornal Nacional da TV Globo teve alguns apresentadores de excelência.
A marca maior foi quando ladeavam Sérgio Chapelin e Cid Moreira.
Os dois foram, sem dúvida, os maiores no jornalismo da TV Globo. Tanto o Sérgio quanto o Cid tinham voz de comando e preenchiam a cadeira.
Cid manteve a sua voz poderosa até o seu desenlace.
E Sérgio, até os dias de hoje, tem a mesma voz.
Isto é um dom que eles tinham e que não se ensina na escola.
E a postura dos dois na tela e na bancada, mesmo atrás da bancada, preenchia a cadeira que os dois ocupavam.
Tempos depois, a marca passou a ser de William Bonner e sua mulher, Fátima Bernardes.
Uma situação similar aos antecessores. William e Fátima tinham voz de comando e preenchiam a cadeira na qual sentavam.
Quando eu escrevo que eles preenchiam a cadeira da bancada, nada tem a ver com serem mais ou menos magros, nada a ver com o corpanzil.
É a aura do corpo que preenche o espaço de cena e não o físico.
William Bonner até que ficou um bom tempo ao lado de Fátima.
Eis que Fátima passa a tentar e com sucesso financeiro a área de entretenimento.
Ela deixa o seu lugar para Renata Vasconcellos, que surpreendentemente tem boa performance.
Ela se mantinha tanto em voz quanto em presença ladeando William.
E, então, acontece, sabe-se lá o motivo, a saída de William Bonner.
E, até por exclusão, acabam escolhendo César Tralli.
Pois é, deixaram de lado Heraldo de Oliveira, que seria a escolha natural, e escolheram, sabe-se lá o motivo, César Tralli.
César Tralli não tem voz de comando e menos ainda presença de palco atrás da bancada.
Sua voz por vezes é titubeante e seu rosto servia para fazer o jornal do almoço e não o principal jornal da casa.
As notícias dadas por César Tralli perdem o arcabouço do torque que deveriam ter e passam a ter o valor que só vai ser validado quando Renata Vasconcellos diz o complemento da notícia depois.
É como se a gente ficar esperando para ver se ela vai endossar a notícia dada por César.
Isto não é bom quando o Jornal Nacional, até pela posição e marketing de jornalismo da TV Globo, é o maior jornal do país.
O Jornal da Record tem audiência, mas até hoje não aprendeu a ter repercussão.
O Jornal do SBT carece de conteúdo e repercussão, para não dizer Ibope.
O Jornal da Band cada dia existe menos.
Os outros são irrelevantes em Ibope ou repercussão.
Então, o Jornal Nacional só teve um concorrente, quando Boris Casoy comandava o Jornal do SBT.
Agora, César Tralli está lá para o bem e para o mal, e não deve ser trocado por um bom tempo para não confessar o erro que o comando (será que existe?) da TV Globo cometeu.









