sábado, 18 de maio de 2024
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Falta representação de mulheres negras no setor da beleza?

A influenciadora Dhully Zanella, atualmente com 21 anos de idade, iniciou a carreira aos 14 anos através de publicações de vídeos em seu canal do YouTube. Dona de uma vaidade inquestionável, ela começou dando dicas de maquiagem na plataforma. Atualmente com 2,6 milhões de seguidores nas redes sociais, Dhully continua com a produção de conteúdos sobre beleza e lifestyle.

Em conversa com nossa coluna, a influenciadora fez um desabafo sobre a falta de representação de mulheres negras no segmento da beleza. Para Zanela, as marcas dão pouca visibilidade às influenciadoras negras.

“Para pessoas como eu, que trabalham com a internet tudo é mais difícil. Tudo. E eu sei bem como é porque faço isso há sete anos. Mesmo que a gente tenha um diferencial, parece que nunca é o suficiente”, declara.

Dhully aponta que para a escolha das marcas na hora de investir em publicidade e contratar personagens a fim de realizar as divulgações: “Percebo que algumas pessoas brancas fazem muito menos, ao passo que as mesmas são mais vistas e atendidas”.

Embora tente não manter o foco nestas condições, a jovem observa a movimentação no mercado e diz que tem espaço para todos: “Às vezes acho uma injustiça quando paro e olho ao meu redor. Tem tantas mulheres negras talentosas e apresentando um ótimo conteúdo, mas não ganham o devido reconhecimento. O mercado todos os dias dispõe de uma enxurrada de propostas e eu acredito que tenha espaço para todo mundo”.

A influenciadora trabalha estratégias para que o seu conteúdo se amplie e receba a atenção das empresas. “Tento não ficar mal e foco naquilo que eu sei fazer. Ou seja, produzir. Felizmente tenho uma rede fiel de seguidores que gostam de me acompanhar e me dão todo o incentivo que preciso. Ao mesmo tempo sei que só isso não basta”, declara a influencer. Dhully também ressalta a forma como costumam contratar as mulheres negras: “Já vi marcas fechando trabalhos com 20 pessoas brancas e apenas uma negra. Parece que é só uma cota, sabe? Fico triste com essa situação”, desabafa.

A influencer relembra o fato de ter crescido sem ver mulheres negras ocupando as mídias e fazendo a divulgação de produtos ou serviços: “Cresci sem essa representação porque eu não via com frequência as mulheres da minha cor nas propagandas de TV, em revistas ou outdoors pelas ruas. Hoje sei que consigo influenciar muitas meninas parecidas comigo e elas se inspiram em mim, mas não posso fazer isso sozinha. É por isso que peço para as marcas olharem pra gente e espero que elas deem credibilidade ao nosso trabalho o quanto antes. O que nós precisamos é de mais chances”.

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