quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Brigitte Bardot morreu em decorrência de um câncer, disse o viúvo

A morte de Brigitte Bardot, atriz francesa, grande ícone do cinema e ativista pelos direitos dos animais, ocorreu em decorrência de um câncer. Símbolo cultural do século XX, a atriz estava internada em Toulon, no sul da França, e enfrentava graves problemas de saúde.

A informação foi confirmada pelo viúvo de Bardot, Bernard d’Ormale, à revista Paris Match, divulgada nesta quarta-feira (7).

Bardot estava hospitalizada desde outubro de 2025 em Toulon, França, para passar por uma cirurgia, mas recebeu alta no mesmo mês. A artista havia passado por duas cirurgias contra o câncer antes de “cair vítima” da doença no mês passado, disse o viúvo.

Nos últimos meses, em momentos de sofrimento físico, ela chegou a dizer duas ou três vezes: “Estou farta, quero ir embora…”, contou Bernard.

Brigitte “tolerou muito bem os dois procedimentos aos quais foi submetida para tratar o câncer que a levou”, afirmou Bernard d’Ormale à revista.

Trajetória

Nascida em Paris, em 28 de setembro de 1934, Brigitte Anne-Marie Bardot formou-se em balé clássico pelo Conservatório Nacional de Música e Dança antes de se destacar no cinema. Aos 15 anos, já estampava capas de revistas como a Elle, iniciando sua trajetória como modelo.

Ela estreou no cinema em 1952, no filme A Garota do Biquíni, mas foi em 1956 que alcançou aclamação e fama mundial com E Deus Criou a Mulher, dirigido por seu então marido, Roger Vadim. Considerado um longa sensual e ousado, chegou a ser censurado por Hollywood, o que, ironicamente, impulsionou ainda mais seu sucesso.

Descrita como “a mulher que inventou Saint-Tropez”, Brigitte tornou-se um ícone da liberdade sexual feminina, desafiando padrões conservadores e provocando polêmica por onde passava. Em 1957, padres de Nova York pediram que os fiéis boicotassem seus filmes, e o Vaticano a classificou como uma “má influência”. O efeito foi o oposto: as filas nos cinemas só aumentaram.

Mais polêmicas

A atriz deixou o cinema em 1973, aos 39 anos, e passou a se dedicar à causa animal. Em 1986, criou a Fundação Brigitte Bardot, que atua na proteção, resgate e realização de campanhas de esterilização de animais. Vegetariana, chegou a doar mais de £90 mil (R$ 657 mil) para ajudar cães de rua em Bucareste e ameaçou se mudar para a Rússia após um zoológico francês negar tratamento a dois elefantes doentes.

Mesmo com seu engajamento humanitário, Bardot se viu envolvida em diversas polêmicas. Em 2004, foi condenada por incitação ao ódio racial em um livro, além de atrair críticas por seu apoio à extrema-direita francesa, especialmente à candidata Marine Le Pen, o que reacendeu debates sobre sua imagem pública.

“Bardot é Bardot”, disse a escritora Marie-Dominique Lelièvre, amiga próxima da atriz. Ela ainda ressaltou:  “Ela desafia qualquer definição”, frisou.

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