A cineasta alagoana Marta de Oliveira Torres celebra a seleção do curta-metragem Virtualidade para a programação do NOX Film Fest, evento dedicado ao cinema de medo, fantasia e ficção científica realizado na cidade de Salto, no Uruguai. O festival acontece entre os dias 10 e 17 de janeiro e é reconhecido por valorizar produções inovadoras do cinema de gênero.
Escrito, dirigido e protagonizado por Marta, Virtualidade vem construindo um percurso consistente em festivais e mostras internacionais. O curta já integrou a programação do Chelsea Film Festival, em Nova York, foi exibido nas mostras Manas e Conexões, no Rio de Janeiro, e recebeu o prêmio “Best Staff Pick” no Around International Film Festival (ARFF), consolidando sua presença no circuito internacional.
Com uma narrativa que transita entre o suspense psicológico, o terror contemporâneo e a ficção especulativa, o filme investiga os limites entre verdade, delírio e manipulação tecnológica. Em um contexto em que imagens e memórias podem ser fabricadas, a obra provoca reflexões sobre o que é real e o que é ilusão, especialmente diante da crescente sofisticação das mentiras produzidas no ambiente virtual.
A atmosfera inquietante, a fotografia minimalista e os diálogos carregados de reflexões filosóficas conduzem o espectador por camadas narrativas que dialogam com temas atuais como inteligência artificial, vigilância e identidade. Cada escolha dos personagens abre novas possibilidades de interpretação, ampliando o impacto da experiência cinematográfica.
A seleção de Virtualidade reforça a presença do cinema brasileiro e latino-americano em debates contemporâneos sobre tecnologia, ética e medo coletivo, dentro de um festival que se destaca por promover exibições ao ar livre, com acesso gratuito, reunindo público, críticos e realizadores em uma experiência aberta e popular.
Sobre a diretora
Marta de Oliveira Torres é escritora, atriz e cineasta. Seu trabalho atravessa o direito, as artes e a tecnologia, explorando questões como identidade, verdade e ficção no mundo digital. Virtualidade integra um ciclo de obras que unem filosofia, performance e cinema, marcando sua assinatura autoral.









