O aguardado filme
Ainda Estou Aqui
, dirigido por Walter Salles
e estrelado por
Fernanda Torres
,
Fernanda Montenegro
e Selton Mello
, terá sua première norte-americana no
Festival Internacional de Cinema de Toronto
(TIFF) em setembro deste ano.
A notícia foi anunciada na última segunda-feira (22) pela organização do festival, um dos eventos mais prestigiados da indústria cinematográfica, e pela Sony Pictures Classics
, distribuidora do longa no exterior.
Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva
, o filme narra a trajetória de sua mãe, Eunice Paiva, desde sua atuação em defesa dos direitos humanos até sua batalha pessoal contra o mal de Alzheimer. Eunice se destacou como ativista política e advogada após a prisão, tortura e morte de seu marido, Rubens Paiva, durante a ditadura militar no Brasil.
Na adaptação cinematográfica, Fernanda Torres
e Fernanda Montenegro
interpretam Eunice em diferentes fases de sua vida, enquanto Selton Mello assume o papel de Rubens Paiva. A direção é de Walter Salle
s, que retorna à atividade após mais de uma década.
O roteiro é assinado por
Murilo Hauser
e Heitor Lorega
, e a produção é uma parceria entre
VideoFilmes
,
RT Features
e
Mact Productions
, com coprodução de
Arte France Cinéma
e
Globoplay
. A estreia do filme no Brasil ainda não tem data definida.
A Retomada de Walter Salles
Após mais de uma década longe das câmeras, Walter Salles
retorna à direção com um projeto profundamente pessoal e político. Ainda Estou Aqui
adapta o livro de Marcelo Rubens Paiva, retratando a vida de sua mãe, Eunice Paiva.
O filme aborda temas sensíveis, como ativismo político e a luta contra o mal de Alzheimer, e promete uma interpretação comovente de Fernanda Torres
e Fernanda Montenegro
, representando Eunice em diferentes fases da vida. A presença de Selton Mello
no papel de Rubens Paiva enriquece ainda mais o elenco.
Eunice Paiva, matriarca de uma família marcada pela tragédia e pela resistência política, é uma figura emblemática da luta pelos direitos humanos no Brasil. A história retratada no filme cobre seu ativismo durante os anos de ditadura militar, a transformação de sua vida após a prisão, tortura e morte de seu marido, Rubens Paiva, e sua batalha pessoal contra o Alzheimer.
O filme é uma poderosa representação da força e da resiliência de Eunice, oferecendo ao público uma visão íntima e impactante de uma era tumultuada da história brasileira.
A presença de Ainda Estou Aqui
no TIFF também representa uma oportunidade para o retorno triunfante de Salles à direção. Conhecido por seu trabalho em filmes aclamados como Central do Brasil
e Diários de Motocicleta
, Salles tem um histórico de trazer histórias brasileiras ao público global com sensibilidade e profundidade.
A seleção para o TIFF reitera seu papel como um dos cineastas mais respeitados do Brasil e destaca o potencial do filme para conquistar reconhecimento internacional.