quinta-feira, 26 de março de 2026
Região Sul do Estado acumula maior número de casos - Foto: Edjalma Borges/MS

Chikungunya avança em MS, já soma seis mortes e acende alerta para risco nos quintais

O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul tem preocupado autoridades de saúde diante do aumento de casos e mortes em 2026. O Estado já registra pelo menos seis óbitos pela doença, sendo o mais recente em Bonito, onde um idoso de 72 anos morreu no dia 19 de março. Ele fazia parte do grupo de risco, com comorbidades como diabetes e hipertensão.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), já são 3.058 casos prováveis de chikungunya neste ano, com 1.452 confirmações. A doença, que inicialmente tinha maior concentração em Dourados, agora apresenta avanço para outros municípios, com destaque para Fátima do Sul, que lidera em número de casos confirmados, seguida por Dourados, Jardim e Sete Quedas.

O cenário também chama atenção pela gravidade dos casos. Entre as vítimas estão dois bebês indígenas e idosos, grupos mais vulneráveis às complicações da doença. Em Dourados, além das mortes, há registros de internações em hospitais públicos e privados, indicando pressão sobre o sistema de saúde.

A expansão da chikungunya para novas cidades reforça o alerta das autoridades sobre a circulação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença — o mesmo vetor da dengue e zika. Em Bonito, por exemplo, já são 57 casos confirmados e outros 74 em investigação, com intensificação das ações de combate.

Diante do avanço, especialistas reforçam que o principal foco de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito, especialmente dentro das residências. A maior parte dos focos está em objetos que acumulam água parada, como vasos de plantas, garrafas, pneus, calhas e caixas d’água sem vedação.

A orientação é que a população adote medidas simples, mas eficazes no dia a dia:
• Eliminar qualquer recipiente que acumule água parada
• Manter caixas d’água bem fechadas
• Limpar calhas e ralos com frequência
• Descartar corretamente lixo e entulhos
• Manter quintais limpos e organizados

Além disso, o uso de repelentes, telas de proteção e roupas que cubram o corpo também ajudam a reduzir o risco de picadas, principalmente em áreas com maior circulação do mosquito.

Os sintomas da chikungunya incluem febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele. Em casos mais graves, pode haver complicações, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Com o aumento dos casos e a confirmação de mortes, o alerta das autoridades é claro: o controle da doença depende diretamente da participação da população no combate ao mosquito.

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