O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul tem preocupado autoridades de saúde diante do aumento de casos e mortes em 2026. O Estado já registra pelo menos seis óbitos pela doença, sendo o mais recente em Bonito, onde um idoso de 72 anos morreu no dia 19 de março. Ele fazia parte do grupo de risco, com comorbidades como diabetes e hipertensão.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), já são 3.058 casos prováveis de chikungunya neste ano, com 1.452 confirmações. A doença, que inicialmente tinha maior concentração em Dourados, agora apresenta avanço para outros municípios, com destaque para Fátima do Sul, que lidera em número de casos confirmados, seguida por Dourados, Jardim e Sete Quedas.
O cenário também chama atenção pela gravidade dos casos. Entre as vítimas estão dois bebês indígenas e idosos, grupos mais vulneráveis às complicações da doença. Em Dourados, além das mortes, há registros de internações em hospitais públicos e privados, indicando pressão sobre o sistema de saúde.
A expansão da chikungunya para novas cidades reforça o alerta das autoridades sobre a circulação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença — o mesmo vetor da dengue e zika. Em Bonito, por exemplo, já são 57 casos confirmados e outros 74 em investigação, com intensificação das ações de combate.
Diante do avanço, especialistas reforçam que o principal foco de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito, especialmente dentro das residências. A maior parte dos focos está em objetos que acumulam água parada, como vasos de plantas, garrafas, pneus, calhas e caixas d’água sem vedação.
A orientação é que a população adote medidas simples, mas eficazes no dia a dia:
• Eliminar qualquer recipiente que acumule água parada
• Manter caixas d’água bem fechadas
• Limpar calhas e ralos com frequência
• Descartar corretamente lixo e entulhos
• Manter quintais limpos e organizados
Além disso, o uso de repelentes, telas de proteção e roupas que cubram o corpo também ajudam a reduzir o risco de picadas, principalmente em áreas com maior circulação do mosquito.
Os sintomas da chikungunya incluem febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele. Em casos mais graves, pode haver complicações, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Com o aumento dos casos e a confirmação de mortes, o alerta das autoridades é claro: o controle da doença depende diretamente da participação da população no combate ao mosquito.







