Quem pretende tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir de 2026 vai encontrar uma etapa a mais no processo. A nova regra torna obrigatório o exame toxicológico para candidatos às categorias A (moto) e B (carro), medida que amplia custos, adiciona procedimentos e reacende o debate sobre segurança no trânsito.
A exigência passa a valer apenas para novos condutores. Motoristas que já possuem CNH nas categorias A ou B não serão impactados pela mudança. A alteração entrou em vigor após o Congresso Nacional derrubar veto presidencial e consolidar a regra em lei, que modifica dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro.
Na prática, o exame toxicológico passa a integrar o processo inicial de habilitação, assim como já ocorre hoje para motoristas das categorias C, D e E. O candidato só poderá avançar nas etapas se apresentar resultado negativo no teste, o que pode influenciar diretamente no tempo e no valor total para obter a CNH.
O exame é feito a partir da coleta de material de queratina — como cabelo, pelos ou unhas — e permite identificar o uso de substâncias psicoativas em um período prolongado, que pode chegar a até 90 dias antes da coleta. O objetivo, segundo a legislação, é ampliar o controle sobre o uso de drogas por condutores e reforçar a prevenção de acidentes.
A expectativa é que o procedimento seja realizado em laboratórios e clínicas credenciadas, integrados ao sistema dos Detrans, para facilitar a logística aos candidatos. Ainda assim, o custo do exame deve ser arcado pelo futuro motorista, o que pode tornar a primeira habilitação mais cara.
Com a mudança, quem planeja tirar a CNH em 2026 precisa se preparar para um processo mais rigoroso e atento às novas exigências. A inclusão do teste toxicológico marca uma nova fase na formação de condutores no país e deve seguir como um dos temas mais debatidos no trânsito nos próximos anos.
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