terça-feira, 7 de abril de 2026

PF faz operação contra contrabando de canetas emagrecedoras e cumpre mandados em Campo Grande

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a segunda fase da Operação Emagrecimento Seguro, que investiga o contrabando e a comercialização irregular de canetas utilizadas no tratamento de diabetes e vendidas de forma indevida para emagrecimento. Em Campo Grande, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em um prédio comercial localizado na Avenida Afonso Pena.

A ação tem alcance nacional e ocorre simultaneamente em pelo menos 12 estados, incluindo Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Ceará. O objetivo é desarticular esquemas que introduzem no país medicamentos de forma ilegal, sem controle sanitário e sem autorização dos órgãos reguladores, o que pode representar riscos à saúde.

Na Capital, os policiais estiveram em um edifício que abriga clínicas e escritórios, na região da Afonso Pena com a Rua Professor Luiz Alexandre de Oliveira. A movimentação ocorreu nas primeiras horas da manhã, e a equipe deixou o local por volta das 7h10. Até o momento, não há informações oficiais sobre apreensões ou prisões relacionadas à operação nesta fase.

As investigações miram a venda irregular de medicamentos originalmente indicados para o controle de diabetes, mas que passaram a ser utilizados de forma indiscriminada para emagrecimento. Segundo a Polícia Federal, os produtos são, em muitos casos, contrabandeados de países vizinhos, como o Paraguai, e revendidos até de forma fracionada, sem qualquer garantia de procedência ou segurança.

A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano, quando agentes cumpriram mandados em dois endereços de Campo Grande. Na ocasião, um celular foi apreendido e um homem acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

O avanço do mercado ilegal desses medicamentos acompanha a crescente demanda por métodos rápidos de perda de peso, impulsionada por padrões estéticos. Autoridades sanitárias, como a Anvisa, vêm reforçando alertas sobre os riscos do uso indiscriminado dessas substâncias, além de endurecer regras para comercialização e manipulação.

A Polícia Federal não divulgou o número total de mandados cumpridos nesta etapa, nem detalhes sobre os alvos da investigação. A apuração segue em andamento.