Publicado em 15 maio 2026
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por Daniel •
A abertura do palco do Festival América do Sul (FAS) 2026 foi uma ode à música latina. Em homenagem à cantora argentina Mercedes Sosa, a Orquestra Sinfônica de Campo Grande se uniu à Orquestra de Câmara do Pantanal (OCAMP) e às cantoras Juci Ibanez, Marta Cel e Lorraine Espíndola em um show que emocionou o público presente.

A noite teve significado especial para Juci Ibanez, uma das vozes do espetáculo. “Há 16 anos eu fiz um projeto para homenagear Mercedes Sosa, exatamente aqui no Festival América do Sul, e ela não veio porque ficou doente. Então eu fiz um projeto e chamei Martinelli para dirigir, para fazer todo o projeto. Baseado nisso, chegamos aqui hoje para fazer esse show com os arranjos melhorados. É um projeto nosso, meu e do Eduardo, e é uma honra estar aqui de novo”, contou.
Quem regeu a noite foi o maestro Eduardo Martinelli, à frente da Orquestra Sinfônica de Campo Grande. Para ele, a integração entre músicos de diferentes origens foi o grande diferencial da apresentação. “Hoje foi uma noite muito especial. Estar junto com companheiros de lugares diferentes, reunindo para poder fazer uma música representando a latinidade toda, mostra a capacidade de realização musical e artística da OCAMP, por meio do Moinho Cultural Sul-Americano, com a Orquestra Sinfônica de Campo Grande. Somas assim são muito enriquecedoras para todos — para os músicos, para mim, para o público e para a cultura de modo geral.”

A conexão histórica entre Mercedes Sosa e o festival foi lembrada por João Gabriel, estudante presente na plateia. “Mercedes Sosa estaria na primeira edição deste festival, mas acabou ficando doente e não veio. Depois, em outra edição, ela estava confirmada e, infelizmente, ela passou para outro plano. Mas hoje, escutá-la sendo homenageada neste palco, ao som da OCAMP, do Moinho Cultural, com a Orquestra de Campo Grande, é uma coisa linda, uma oportunidade única. Obrigada, Festival América do Sul.”
A professora Rosália Duarte se emocionou com o espetáculo. “Eu adoro o festival, adorei o ano passado, e eu adoro Mercedes Sosa. É um som que embalou minha juventude, minha experiência de juventude. Estava muito bonito. Acho que ela teria gostado de ver. Foi uma homenagem belíssima a ela e às Américas, porque de fato ela é a voz da América.”

Para Kaíza Alves, violinista integrante da OCAMP, tocar as músicas de Mercedes Sosa foi uma experiência de afirmação da identidade latina. “A experiência de tocar Mercedes Sosa é retratar nosso sangue latino. Sempre aprendi na aula de espanhol, e poder estar tocando um concerto em homenagem a ela, com as vozes que foram representadas, foi maravilhoso.”
Texto Thaís Pimenta
Fotos Elias Campos







