terça-feira, 2 de junho de 2026

Oficina sobre Plano Museológico auxilia participantes a pensar a gestão dos museus

  • Publicado em 02 jun 2026

    por Karina Medeiros de Lima •

  • Na manhã desta terça-feira (2), durante o evento do (re)Conexões do Ibram, no Teatro de Bolso da UFMS, foi realizada uma oficina sobre Plano Museológico pela museóloga Ana Carolina de Faria, diretora do Departamento de Processos Museais do Ibram. O objetivo foi auxiliar os participantes a pensar a gestão dos museus a médio e longo prazo.

    A ministrante da oficina, Ana Carolina de Faria, disse que o Plano Museológico é um documento considerado fundamental para os museus, espaços culturais, espaços com caráter museológico, o qual permite pensar a gestão desses espaços, projetando ele a médio e longo prazo. “Acho que é importante a gente pensar os museus como um espaço de gestão. Não só viver de forma paliativa os problemas e tentando solucionar de acordo com as demandas que vão aparecendo, mas fazer projeções ao longo de prazo, pensando na missão dessa instituição e como ela pode dialogar com a sociedade”.

    Cristiane Freire, coordenadora do Sistema Estadual de Museus, disse que a realização da oficina foi uma solicitação dos próprios museus do estado. “Nós estamos sempre acompanhando, conversando, fazendo as nossas reuniões de trabalho com os coordenadores dos museus do estado. E dentro das nossas conversas, eles sempre têm algumas solicitações que a gente tenta atender. Essa é uma solicitação que a gente está atendendo dos coordenadores de museus, tanto daqui de Campo Grande, como das outras cidades, para essa formação, essa capacitação em relação ao plano museológico. Porque o plano museológico, ele é necessário para os museus. Ele que norteia toda a vida do museu, todas essas etapas de trabalho, protocolos de atuação dentro dos museus, a gente organiza com o plano museológico tudo aquilo, a missão que o museu tem e como realizar bem essa missão dentro de várias categorias, vamos dizer assim, né? Então seja na parte administrativa, na parte da reserva técnica, na administração da gestão de pessoas, então até o cuidado ambiental, então tudo vem desenhado dentro desse plano e é aplicado nos museus”.

    José Augusto Carvalho dos Santos, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), decidiu participar da oficina representando a sua instituição e também pela parceria que o Iphan tem com a Fundação de Cultura por meio de um Acordo de Cooperação Técnica. “A gente está em vias de produzir uma casa do patrimônio, novamente em apoio junto com a Fundação de Cultura. A Fundação de Cultura faria a reforma do ambiente, o Iphan está cedendo o imóvel e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul faria o plano museológico. Eu sempre tive interesse em conhecer o que é um. Plano Museológico e quais são seus componentes”.

    Gabriela Farias Oliveira, do Museu Municipal de Nova Andradina, decidiu fazer a oficina para adquirir mais conhecimentos na parte de museus. “Nosso museu é um museu pequeno ainda, porque é uma cidade pequena, e a gente pretende cada vez mais participar dos cursos e oficinas para que a gente adquira mais conhecimento, preserve e exponha ele da forma mais linda possível”.

    Sua colega Andressa Alves Moreira faz parte da Fundação de Cultura de Nova Andradina, da Gerência de Patrimônio e Memória Cultural, e é responsável pelo Museu e Biblioteca Municipal de Nova Andradina. “Eu pretendo fortalecer o museu, tanto com parcerias, pois o nosso museu é um museu de uma cidade pequena, nós somos 57 mil habitantes, o museu ainda não tem uma visibilidade, então a gente quer ocupar o museu e para que a comunidade faça parte. Para isso a gente está procurando tanto parcerias como também estruturar o museu”.

    Albertino Dias é do Instituto Histórico Geográfico de Amambai e também do Museu José Alves Cavaleiro. “Nós fomos convidados para trazer nossas ideias e levar conhecimento nossas necessidades e adequar o nosso museu à legislação, à atualidade. O nosso museu está bem, nós temos o Instituto, então nós temos o museu nós temos um cinema com capacidade para 35 lugares nós temos um centro de documentação, uma mapoteca, uma hemeroteca e um centro de documentação, um centro de memória fotográfica”.

    Fotos: Samuel Rocha


    Fonte: Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul – FCMS