A saúde pública de Campo Grande passará por uma reestruturação importante com o lançamento do programa “Vira CG Saúde”. Com um investimento superior a R$ 60 milhões viabilizado por meio de uma força-tarefa entre a Prefeitura, hospitais filantrópicos, o governo estadual e a bancada federal, a iniciativa visa realizar mais de 24 mil procedimentos especializados, entre cirurgias de média e alta complexidade, exames diagnósticos e tratamentos específicos.
O foco central da ação é acelerar o atendimento de pacientes que aguardam na fila de espera da regulação municipal. Ao todo, o planejamento técnico estruturado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) pactuou a execução de 8.460 cirurgias eletivas e 16.855 exames de diagnóstico especializado. A divisão dos procedimentos foi desenhada para cobrir as especialidades com maior demanda reprimida na rede pública de saúde da capital sul-mato-grossense.
Na frente cirúrgica, o programa contempla intervenções nas áreas de ortopedia, oftalmologia, urologia, pediatria, ginecologia (incluindo laqueaduras e tratamento para endometriose profunda), além de cirurgias bariátricas e gerais. Já a cota de exames especializados inclui a ampliação da oferta de ressonâncias magnéticas, tomografias computadorizadas, colonoscopias, endoscopias, biópsias de próstata e avaliações neuropsicológicas.
As atividades práticas do programa foram iniciadas de forma antecipada em instituições parceiras para otimizar o fluxo de atendimento. No Hospital São Julião, triagens pré-operatórias e cirurgias oftalmológicas já estão em andamento. Paralelamente, a Maternidade Cândido Mariano iniciou a convocação de crianças que aguardavam cirurgias pediátricas, enquanto o Hospital do Câncer e a Funcraf começaram, respectivamente, novos tratamentos de radioterapia e a entrega de aparelhos auditivos.
A viabilização financeira do projeto conta com a participação ativa de senadores e deputados federais de Mato Grosso do Sul, que destinaram emendas parlamentares para compor o orçamento de R$ 60 milhões. A articulação política permitiu a união de esforços com uma rede de prestadores que inclui o Hospital Adventista, o Cotolengo, o Hospital Nosso Lar e a Associação de Amparo à Maternidade e à Infância (AAMI), sob coordenação e regulação da Sesau.









