Mato Grosso do Sul consolidou em 2025 uma política cultural de acesso amplo, com shows e festivais gratuitos em praças, parques e centros culturais do Estado. Ancorada por projetos como MS ao Vivo, Campão Cultural, Festival de Inverno de Bonito e Festival América do Sul, a temporada levou artistas nacionais e latino-americanos a públicos que, muitas vezes, não teriam condições de pagar ingresso.
Com uma agenda robusta e descentralizada, o Estado recebeu apresentações de nomes nacionais e regionais em todas as regiões do Estado, consolidando uma política cultural de portas abertas, liderada pela Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

“Trouxemos para Mato Grosso do Sul uma programação que valoriza nossa identidade cultural e, ao mesmo tempo, conecta nosso público com grandes artistas do cenário nacional. Foi uma programação construída para que cada apresentação fosse uma celebração da arte, proporcionando momentos inesquecíveis para a população”, comentou o titular da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda.
Um dos destaques do ano foi o projeto MS ao Vivo, que transformou o Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, em um grande palco a céu aberto. Sempre com a abertura de cantores regionais, a cada mês artistas de projeção nacional se apresentaram gratuitamente, reunindo multidões. A cantora Luísa Sonza abriu a temporada com recorde de público, seguida por nomes como Atitude 67, Vanessa da Mata, Liniker e João Gomes, que levou cerca de 50 mil pessoas ao parque.

Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda
Em todas as edições, o acesso foi totalmente gratuito, e o público contou com estrutura completa, segurança, acessibilidade e intérpretes de Libras. O sucesso foi tão grande que o Governo do Estado já confirmou a expansão do projeto para 2026, com novas edições em Três Lagoas e Dourados, levando o mesmo formato gratuito ao interior.
“Nós temos algumas grandes preocupações em relação à democratização do acesso, principalmente na área cultura, para que chegue ao maior número de municípios do Estado e dê oportunidade a todos artistas de Mato Grosso do Sul, pois nos festivais não são apenas música, mas artesanato, dança, exposições. O objetivo sempre é fomentar a valorização da cultura regional e alcançar outras cidades”, reforçou o secretário.

Programação não foi apenas de shows, mas artesanato, economia criativa, entre outras atividades
Outro ponto alto foi o Festival de Inverno de Bonito (FIB 2025), realizado em agosto, que recebeu mais de 120 mil pessoas em cinco dias e movimentou cerca de R$ 23 milhões na economia local, segundo dados oficiais. A programação misturou cultura popular, música, teatro, literatura e gastronomia, com destaque para shows de Titãs, Elba Ramalho, Samuel Rosa, Jorge Aragão e Fafá de Belém, todos com entrada franca. A proposta de unir arte e turismo sustentável reforçou o papel do festival como um dos mais importantes do país, celebrando também as expressões regionais e os artistas locais.
“O Festival de Inverno de Bonito é mais que cultura, é desenvolvimento sustentável, é geração de renda, é fortalecimento da nossa imagem como destino turístico e criativo. Bonito é cenário e protagonista dessa história. Essa edição foi fantástica e em 2026 será ainda melhor”, disse Marcelo Miranda.
Em Corumbá, o tradicional Festival América do Sul voltou a ganhar força em 2025, reunindo 96 atrações gratuitas e promovendo a integração entre Brasil, Bolívia e Paraguai. A edição ocupou o histórico Porto Geral, às margens do Rio Paraguai, com shows, teatro, dança, exposições e debates sobre a cultura latino-americana. A acessibilidade foi um dos diferenciais: o evento contou com tradução em Libras, sinalização inclusiva e transporte gratuito para comunidades ribeirinhas e escolas públicas.

Todos os eventos reuniram milhares de pessoas, tanto na Capital, quanto no interior
A capital também foi palco do Campão Cultural, que levou arte, dança, teatro e música a diversos pontos de Campo Grande, como a Praça do Rádio Clube, a Orla Morena, o Teatro Glauce Rocha e o Armazém Cultural. Com entrada gratuita em todas as atividades, o festival reuniu artistas locais e nacionais e destacou o protagonismo da produção sul-mato-grossense. Além disso, Na Capital, outras iniciativas apoiadas pela Setesc ao longo do ano, como o Festival Expressão de Rua, o MS Fashion Hub, o Festival Okinawa e a Semana do Hip Hop, reforçaram a diversidade da cena cultural e o incentivo à economia criativa.
O saldo é expressivo: 2025 foi o ano em que a cultura saiu definitivamente às ruas e se tornou acessível a todos. “Ainda tivemos apoio as festividades municipais com aniversário das cidades, participamos de festas tradicionais, festas juninas, carnaval. O Estado consolidou um modelo de gestão cultural que alia entretenimento de qualidade, inclusão e impacto econômico, fazendo da cultura uma ferramenta de transformação social”, finalizou Marcelo.

Fotos: Divulgação Assessoria – Setesc / Governo MS / FCMS








