A depressão afeta milhares de pessoas em Campo Grande, mas ainda é tratada em silêncio por grande parte da população. Mesmo com uma rede de atendimento psicológico gratuito e acessível que inclui universidades, SUS e serviços online, o desconhecimento e o preconceito continuam sendo barreiras para quem precisa de ajuda.
O problema vai além de momentos de tristeza. A depressão pode impactar o sono, o apetite, a produtividade e as relações pessoais. Em muitos casos, o isolamento e a dificuldade de reconhecer os próprios sintomas fazem com que o tratamento seja adiado. Por isso, especialistas reforçam que buscar ajuda logo nos primeiros sinais pode evitar o agravamento do quadro.
Na Capital, diversas instituições oferecem atendimento psicológico gratuito ou com taxa social. Faculdades e universidades têm papel importante nesse cenário, por meio das clínicas-escola, onde estudantes de Psicologia atendem sob supervisão profissional. Apesar da qualidade do serviço, a alta procura faz com que muitos locais tenham lista de espera.
Entre as opções, a Estácio oferece atendimento gratuito mediante agendamento. A UCDB atende diferentes públicos após triagem, com taxa simbólica. Já a Uniderp disponibiliza atendimento com valores acessíveis, enquanto a Unigran atende gratuitamente pessoas a partir dos 4 anos, inclusive aos sábados. A UFMS também mantém serviço gratuito, com agendamento prévio e opções como psicoterapia e acolhimento em situações urgentes.
Além disso, a rede pública de saúde oferece atendimento por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que são referência no acompanhamento de casos mais graves e no cuidado contínuo.
Nos últimos anos, os atendimentos online também ganharam espaço e ampliaram o acesso. Plataformas digitais oferecem sessões a partir de R$ 30, com possibilidade de escolher profissionais por especialidade, abordagem e perfil do paciente, o que facilita a busca por um atendimento mais adequado.
Para momentos de crise, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito 24 horas pelo telefone 188, além de atendimento online. O serviço é sigiloso e funciona como uma escuta imediata para quem precisa conversar.
Mesmo com essa rede disponível, o acesso ainda esbarra em fatores como desinformação, preconceito e dificuldade de dar o primeiro passo. Em períodos de férias acadêmicas, por exemplo, parte dos atendimentos em universidades pode ser suspensa, o que exige planejamento de quem busca ajuda.
A orientação é clara: não enfrentar a depressão sozinho. O apoio profissional, aliado à atenção de familiares e amigos, pode ser determinante para a recuperação. Identificar sinais como isolamento, mudanças de comportamento e perda de interesse pelas atividades do dia a dia é essencial para agir a tempo.
Serviço – Onde buscar ajuda em Campo Grande
Atendimento presencial (gratuito ou taxa social):
– Estácio Campo Grande
Endereço: Av. Fernando Corrêa da Costa, 1760
Agendamento: com lista de espera
– UCDB (Clínica-Escola de Psicologia)
Endereço: Av. Tamandaré, 6000
Contato: (67) 3312-3300
– Uniderp
Endereço: Av. Ricardo Brandão, 900
Contato: (67) 99292-2451
– Unigran Campo Grande
Endereço: Rua José Antônio, 1984
Contatos: (67) 3389-3362 / (67) 99206-5326
E-mail: [email protected]
– UFMS (Serviço-Escola de Psicologia)
Local: Cidade Universitária
Telefone: (67) 3345-7802
WhatsApp: (67) 3345-7884
E-mail: [email protected]
– Clínica-Escola Insted
Endereço: Rua Íria Loureiro Viana, 32
Contato: (67) 99135-5802
Rede pública (SUS):
– UBS (procure a unidade mais próxima para encaminhamento)
– CAPS (atendimento especializado e porta aberta para acolhimento)
Atendimento online (baixo custo):
– PsyMeet (a partir de R$ 30)
– Terappia (a partir de R$ 40)
– Psitto (a partir de R$ 50)
– Unolife (a partir de R$ 79,90)
Apoio emocional 24h:
– CVV (Centro de Valorização da Vida): telefone 188 (ligação gratuita)
Foto:© Marcelo Camargo/Agência Brasil








