O aumento expressivo nas denúncias de violência contra mulheres no Brasil reacende o alerta sobre a gravidade do problema e a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção. Dados da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) mostram que, em 2025, foram registrados mais de 1,08 milhão de atendimentos e 155 mil denúncias formalizadas, uma alta significativa em relação ao ano anterior . Em Mato Grosso do Sul, além dos canais nacionais, o Estado conta com ferramentas próprias, como o cadastro público de agressores condenados, que permite consulta pela população.
O cenário nacional revela um padrão preocupante: a violência continua acontecendo, majoritariamente, dentro de casa. Cerca de 70% das agressões ocorrem em ambiente doméstico, muitas vezes na residência da própria vítima ou em locais compartilhados com o agressor . Além disso, os dados apontam que a violência não é episódica, em mais de 30% dos casos, as agressões acontecem de forma recorrente, inclusive diariamente.
Outro ponto que chama atenção é o perfil das denúncias. A maioria parte das próprias vítimas, mas ainda há um número relevante de registros feitos por terceiros ou de forma anônima, o que indica tanto o avanço da conscientização quanto a persistência do medo e da subnotificação. A faixa etária mais atingida concentra mulheres entre 26 e 44 anos, fase considerada de maior vulnerabilidade.
Diante desse cenário, Mato Grosso do Sul adota medidas específicas para reforçar o combate à violência doméstica. Uma delas é a legislação que prevê a divulgação de um cadastro público de agressores condenados, permitindo a consulta por parte da população. A ferramenta tem como objetivo ampliar a transparência, coibir a reincidência e fortalecer a rede de proteção às vítimas.
Além disso, o Estado mantém uma estrutura integrada de atendimento, com delegacias especializadas, programas de acompanhamento e centros de apoio. Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira concentra serviços essenciais, reunindo atendimento policial, psicológico e jurídico em um único espaço, facilitando o acesso das vítimas.
Especialistas reforçam que denunciar é um passo decisivo para interromper o ciclo de violência. Muitos casos se arrastam por meses ou anos antes de serem formalizados, aumentando o risco de agravamento. Por isso, a orientação é buscar ajuda o quanto antes, seja por parte da vítima ou de pessoas próximas.
Serviço | Denuncie. Você pode salvar uma vida
- 📞 Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher (24h, gratuito)
- 🚨 Emergência: 190 (Polícia Militar)
- 📲 Promuse (MS): (67) 99180-0542 (também via WhatsApp)
Atendimento em Campo Grande:
- 🏢 1ª DEAM – Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher
Rua Brasília, s/n – Jardim Imá (Casa da Mulher Brasileira)
📞 (67) 4042-1324 / 4042-1319 - 🏠 CEAM – Centro Especializado de Atendimento à Mulher
📞 0800-067-1236 | (67) 3361-7519
➡️ Atendimento disponível também nas Delegacias da Mulher e na rede de proteção em todo Mato Grosso do Sul.
Fotos: Álvaro Rezende/Governo MS






