segunda-feira, 6 de abril de 2026

Biblioteca Isaias Paim recebe lançamento de livro sobre pintora modernista

  • Publicado em 06 abr 2026

    por Karina Medeiros de Lima •

A Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaias Paim, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, recebe no dia 14 de abril, às 19 horas, o lançamento do livro “Lucy Citti Ferreira: A pintora esquecida do modernismo”, de Mazé Torquato Chotil. A mediação do debate será feita por Alan Silus, Doutor em Letras (Estudos Literários), Docente e Pesquisador da UEMS/ Campo Grande, escritor e ensaísta, membro do PEN Clube do Brasil – Região Centro-Oeste.

A obra é uma biografia que aborda a vida e a trajetória da pintora modernista — também desenhista, gravadora e professora — Lucy Citti Ferreira (São Paulo, SP, 1911 – Paris, França, 2008), que marcou a história da pintura brasileira nas décadas de 1930 e 1940 e que, como tantas outras artistas mulheres, acabou esquecida. Esta biografia busca ajudar a “desenterrá-la”.

Nascida em São Paulo, Lucy passou a infância em Gênova, na Itália e em Le Havre, na França, onde iniciou seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes, continuando-os depois em Paris. Já formada e premiada como pintora, retornou ao Brasil em 1934, nos seus 23 anos, quando conheceu Mário de Andrade, que a colocou em contato com o pintor Lasar Segall — com quem trabalhou, foi musa e viveu uma história marcante.

Seu patrimônio pictórico, incluindo seus arquivos, foi doado à APAC – Associação Pinacoteca Arte e Cultura, com o apoio de Marcelo Araújo, amigo da pintora, que, à época, depois de ter dirigido o Museu Lasar Segall, estava à frente da Pinacoteca de São Paulo.

Lucy viveu uma história artística relevante, assim como no plano afetivo: teve três homens importantes em sua vida e enfrentou numerosos desafios, tanto no plano pessoal quanto no profissional. Lutou contra dificuldades financeiras e contra as barreiras impostas às mulheres artistas. Sua relação com Segall foi, ao mesmo tempo, fonte de inspiração e obstáculo ao reconhecimento de sua própria obra. Uma Camille Claudel dos trópicos?

De volta a Paris em 1947, trabalhou intensamente, sempre em busca de novos caminhos para sua arte, sem se preocupar com a divulgação de sua obra. Assim, apesar de seus méritos e conquistas, foi esquecida pela história da arte.

Sobre a autora 

Mazé Torquato Chotil é jornalista e autora. Doutora pela Universidade Paris VIII e pós-doutora pela EHESS, nasceu em Glória de Dourados (MS), morou em Osasco (SP) e mudou-se para a França em 1985. Nos últimos anos, divide seu tempo entre Paris, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

É autora de 15 livros publicados — entre romances, biografias e ensaios —, dos quais cinco em francês. Entre eles, destacam-se Lucy Citti Ferreira: a pintora esquecida do modernismo, Maria d’Apparecida: negroluminosa voz e Lembranças do sítio.

Foi editora da 00h00 (catálogo lusófono), é fundadora e foi a primeira presidente da UEELP – União Europeia de Escritores de Língua Portuguesa. Escreveu — e continua escrevendo — para a imprensa brasileira e para sites europeus.

Recebeu o Prêmio da AILB, categoria Romance, em 2025, com Mares agitados: na periferia dos anos 1970, e o de Biografia, em 2022, pela obra Maria d’Apparecida: negroluminosa voz.

Serviço: 

Lançamento do livro Lucy Citti Ferreira: A pintora esquecida do modernismo”, de Mazé Torquato Chotil

Data: 14 de abril de 2026

Horário: 19 horas

Local: Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaias Paim

Endereço: Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro, Térreo

Mais informações pelo telefone: (67) 3316-9161


Fonte: Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul – FCMS