Aprender, recomeçar e ocupar a universidade também depois dos 60 anos passa a ser uma realidade concreta em Mato Grosso do Sul. Em uma ação inédita, a UFMS lançou um processo seletivo exclusivo para pessoas da terceira idade, abrindo 156 vagas em cursos de graduação espalhados por todas as unidades da instituição no Estado.
Batizado de UFMS 60+, o processo seletivo rompe com a lógica tradicional do vestibular e reconhece trajetórias de vida, experiências profissionais e histórias pessoais como parte do percurso educacional. A proposta é simples: permitir que quem sempre sonhou em cursar uma faculdade — ou deseja voltar a estudar — encontre espaço dentro da universidade pública.
As inscrições são gratuitas, feitas apenas de forma on-line, e seguem abertas até o dia 13 de fevereiro. Para participar, é preciso ter 60 anos ou mais e ensino médio concluído. Não há prova escrita. A seleção será feita a partir de documentos acadêmicos já existentes ou da trajetória escolar do candidato.
Quem possui notas do Enem ou do Encceja, realizadas entre 2018 e 2025, poderá utilizá-las para concorrer às vagas. Também são aceitos resultados do Vestibular da UFMS no mesmo período. Outra possibilidade é a inscrição com o histórico do 3º ano do ensino médio, acompanhado de uma carta de intenção, na qual o candidato explica por que deseja ingressar na graduação.
Um dos destaques do edital está na valorização de quem já participa de atividades acadêmicas voltadas à terceira idade. Alunos e ex-alunos da Unapi (Universidade Aberta à Pessoa Idosa) terão prioridade na classificação, fortalecendo a continuidade do vínculo com a universidade.
Entre os cursos disponíveis, chama atenção o volume de vagas em Educação Social – Tecnologia, que oferece 50 oportunidades exclusivas em Campo Grande, ampliando o acesso na Capital.
O UFMS 60+ integra uma política institucional aprovada em 2025 que busca transformar a universidade em um ambiente mais diverso, intergeracional e acessível. Além das salas de aula, os participantes poderão se envolver em projetos de pesquisa e extensão, levando suas experiências para atividades desenvolvidas em diferentes regiões do Estado, como Aquidauana, Três Lagoas e o Pantanal.





